Famílias acreditam que a detenção Robert  Delbos é mais uma peça para  provar a inocência dos condenados

18/06/2018 00:55 - Modificado em 18/06/2018 00:55
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As famílias acreditam que com a detenção em Espanha, na passada sexta-feira, do inglês, James Delbos , co-proprietário do veleiro, Rich Harvest  venha ajudar a esclarecer todos os meandros do crime de tráfico internacional em que os três brasileiros, Guerra, Rodrigo Dantas e Daniel Dantas mais o francês, Olivier Tomás, foram condenados a dez anos de prisão.

Robert Delbos de 66 anos, indiciado por tráfico internacional de drogas, é o suposto proprietário do veleiro Rich Harvest, foi detido pela Interpol.

Sobre esta detenção, o pai de Rodrigo Dantas, João Dantas, afirma que isso aumentou ainda mais a esperança de que “se venha a esclarecer tudo e confirmar o trabalho sério da Polícia Federal Brasileira”. Algo que foi bastante debatido durante o julgamento dos acusados, onde não foi aceite o depoimento do Delegado da PF.

Dantas afirma ainda que isso pode ajudar na defesa dos brasileiros e que “apenas quer que seja respeitado o Código Penal de Cabo Verde”, realçando que existe todo um conjunto de provas e situações que mostram que são completamente inocentes”.

O objectivo das famílias, que até então lutam para provar a inocência dos seus familiares, é levá-los de volta a casa o “mais rapidamente possível”.

De acordo com a Polícia Federal citada pela imprensa local, já foi manifestado o interesse de extradição por parte da Polícia Federal e, com isso, a oportunidade de explicar algumas questões que ainda estão obscuras e inclusive, talvez a identificação de outras pessoas envolvidas.

A droga encontrava-se acondicionada em 1063 pacotes e, na operação, a PJ deteve quatro indivíduos de sexo masculino, com idades compreendidas entre os 25 e os 49 anos, três dos quais de nacionalidade brasileira e um de nacionalidade francesa, por suspeita da prática de tráfico de estupefacientes.

Segundo as autoridades policiais, foi feita a maior apreensão de drogas em São Vicente e a segunda de Cabo Verde, logo a seguir aos 1500 kg de droga apreendida no quadro da operação “Lancha Voadora”, levada a cabo na ilha de Santiago.

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