Gilberto Silva : “Estamos bem em termos de armazenamento dos alimentos básicos em Cabo Verde”

15/06/2018 00:56 - Modificado em 15/06/2018 00:56

Declarações feitas por Gilberto Silva que garante ainda que por isso, não há nenhuma razão de preocupação neste domínio, realçando que Cabo Verde está bem em relação ao armazenamento dos alimentos básicos que, em média, têm um stock de mais de quatro meses.

“Em termos de stock, a nossa legislação fala de um mínimo de três meses, mas vamos para 4,3 meses em média para os principais produtos, e há produtos que chegam até sete meses de stock, ou seja, significa que estamos bem em termos de armazenamento dos alimentos básicos em Cabo Verde”.

Durante a visita que efectuou aos silos do porto da Praia geridos pela Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA) e outros armazéns privados, no âmbito da preparação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional que se realiza esta sexta-feira 15 na capital do país, o Ministro adiantou que há um aumento de importação do milho em mais de 30%, sendo que, neste momento, os silos no Porto da Praia, que têm uma capacidade de armazenamento de 10 mil toneladas de alimentos, têm armazenado 8,610 mil toneladas de milho.

De acordo com Gilberto Silva citado pela Inforpress, os outros armazéns privados visitados, nomeadamente a Moagem de Cabo Verde (Moave) tem, neste momento, armazenado 5,600 mil toneladas de alimentos como arroz, óleo e açúcar, e a Companhia de Investimentos de Cereais (CIC) de Cabo Verde tem 4,050 mil toneladas armazenadas, incluindo arroz, milho e açúcar.

Segundo o mesmo, não houve produção em Cabo Verde devido à falta de chuvas mas, para além do referido relatório, o Governo já solicitou à FAO uma declaração da situação actual do país para que se possam mobilizar recursos junto dos parceiros para a devida assistência e executar o programa de emergência para a mitigação da seca e do mau ano agrícola.

“Temos de ser coerentes, porque somos um país que está a beneficiar da assistência para mitigar os efeitos da seca e é evidente que temos de fazer constar nos relatórios que somos um país em emergência neste domínio, mas não se deve politizar este assunto e muito menos fazer política de terra queimada nesta matéria, até porque não há terra queimada”, frisou.

Para Gilberto Silva, é preciso haver uma “mensagem de coesão e de tranquilidade” para os cabo-verdianos saberem que não está em causa o abastecimento em matéria de alimentos, lembrando que o mau ano agrícola põe em causa, sim, a produção de hortícolas, frutas e a nível da pecuária.

“São produtos que normalmente não importamos e que são importantes para a economia familiar, sobretudo, no meio rural. É neste sentido que temos de trabalhar para mitigar todos os efeitos do mau ano agrícola”, considerou.

  1. Bruno Almeida

    A MOAVE COM 5 600 000 TONELADAS ARMAZENADAS … MAIOR QUE OS ESTADO UNIDOS! CIC TAMBEM COM 4 050 000 TONELADAS TAMBÉM ESTÁ BEM ABASTECIDA

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