PAICV diz que Governo não está interessado na regionalização e não vai votar a proposta  

15/06/2018 00:56 - Modificado em 15/06/2018 00:56
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A proposta de lei para criar as regiões administrativas por parte do Governo, vai ser discutida na próxima sessão parlamentar e o PAICV posiciona-se contra este agendamento e indica que não estão reunidas as condições para que a proposta seja debatida. Num pronunciamento, o vice-presidente do partido afirmou que entre as propostas que deram entrada no Parlamento para a regionalização, exigem negociações, entendimentos e consensos, tanto pela importância dos documentos como pela exigência legal.

“O PAICV propôs, há muito tempo, a criação de uma Comissão Paritária para negociar as questões relacionadas com as matérias estruturantes a serem tratadas no Parlamento”, como indica Rui Semedo, que avança que não houve nenhuma reunião da comissão e “nem sequer tentativas de reunião para abordar esta questão”.

“ O que todos deverão saber é que o PAICV, através do seu Grupo Parlamentar, em sede de Conferência dos Representantes, fez saber à maioria que não estão reunidas todas as premissas para o agendamento duma tão importante iniciativa, o que acabou por acontecer mesmo sem o seu acordo”. E, neste sentido, Semedo diz que o partido vem assim denunciar uma manobra de introdução de ruídos neste processo.

Denuncia, ainda, que “tem a ver com sinais que a maioria vem dando, que nos levam a concluir que não está interessado na aprovação desta iniciativa. Muito pelo contrário! A maioria do MpD e o Dr. Ulisses Correia e Silva, querem passar a ideia que o PAICV é contra a Regionalização para se desfazer, impunemente, de um dos seus principais compromissos de campanha eleitoral; quer lavar as mãos que nem Pilatos, e quer passar, tranquilamente, o ónus aos outros”, como sustenta.

Para Rui Semedo, depois do PAICV ter dado entrada à sua proposta no Parlamento, o MpD afirmou que era uma proposta irresponsável, demagógica e populista. E que agora vem impor, pela força bruta, o agendamento desta matéria, sem qualquer negociação prévia e sem qualquer tentativa de aproximação das posições.

“Quem age assim, de má-fé, desprezando um dos seus principais interlocutores neste processo negocial, está a dizer, claramente, que não está interessado na negociação, no entendimento e na criação de consensos, para a aprovação desta iniciativa”, assevera Rui Semedo. Para o PAICV, esta acção do MpD e do Governo demonstram que não estão interessados na regionalização e querem empurrar as culpas para o PAICV.

Depois de explicar, o PAICV adianta que não irá votar a favor da proposta sem os consensos e a discussão pretendida. “Se a maioria insistir nesta via, não vai poder contar com os votos do PAICV e vai ter de assumir as suas responsabilidades por esta inflexibilidade e falta de abertura para o diálogo e construção de entendimentos”.

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