Moradores do Morro Branco: “Queremos a nossa dignidade”

11/06/2018 02:32 - Modificado em 11/06/2018 02:32
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No último fim-de-semana, os moradores da zona do Morro Branco, Ribeirinha, protagonizaram um protesto para denunciar a situação em que vivem, organizando uma vigília à luz das velas. Isto, para enviar uma mensagem sobre a situação em que vivem e para darem a conhecer o que é viver nesta zona, com falta de iluminação pública, água e saneamento. Os moradores reuniram-se com velas numa mensagem para o Presidente da Câmara Municipal, isto devido ao sentimento de abandono por parte do executivo autárquico e por promessas de campanha não cumpridas.

As reivindicações continuam as mesmas, isto após vários actos de protesto. A primeira foi dada a conhecer através da comunicação social, mediante uma intervenção durante a sessão da Assembleia Municipal, onde os moradores dizem não terem ficado satisfeitos com a resposta do edil e, neste particular, pretendem continuar a lutar até que as suas reivindicações sejam realizadas. Os moradores estão de acordo com as reclamações, desde os mais novos aos mais velhos; os pedidos são os mesmos: água, saneamento, iluminação.

“Já fizemos muito esforço. E (o presidente) teve a ousadia de dizer que já fez muito por Morro Branco. Mas a verdade é que não fez nada para o Morro Branco. E resolvemos fazer esta mini vigília porque temos necessidades que estão à vista de todos”, avança Emiliano Tavares. Para este líder da zona, os políticos estiveram no local, viram as necessidades das pessoas e aproveitaram-se delas para ganharem dividendos.

A população não demonstra satisfação nem com a situação nem com o trabalho da Câmara. “Vamos continuar a luta”, afirma outro morador. Os moradores analisaram os trabalhos feitos noutros locais, afirmando, no entanto não pretenderem defender o bairrismo, mas a edilidade também deve dar uma certa atenção a estas pessoas, “em especial às crianças”. Uma moradora diz que o Presidente tem confundido a zona do Morro Branco com a Chechénia, onde o executivo já fez alguns trabalhos.

“Queremos que o Presidente cumpra com a sua palavra. Exigimos o que temos direito e não está a fazer favor a ninguém, somos cidadãos e queremos apenas dignidade”.

O evento contou com o apoio do PTS. O presidente do partido, nesta ocasião, afirmou que não vê nenhum futuro para Cabo Verde se não houver futuro para as crianças da zona. E continua afirmando que “o futuro não é risonho se há cidadãos de segunda na nossa terra”. Continua, afirmando estar ao lado da população no trabalho de reconhecimento dos seus direitos. “Não podemos continuar a fazer de Cabo Verde um inferno para os cabo-verdianos e um paraíso para os turistas”. Neste ponto, avança que o partido vai prosseguir a fazer o seu trabalho para que todos possam viver bem nesta terra.

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