PM assegura que Cabo Verde não vive crise alimentar

11/06/2018 02:09 - Modificado em 11/06/2018 02:09
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O nome de Cabo Verde surge numa lista formada por 39 países a necessitarem de assistência alimentar externa, divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), facto este que levou o Primeiro-Ministro cabo-verdiano a afirmar que a situação não é de crise alimentar.

De acordo com o mais recente relatório da organização sobre colheitas e situação alimentar no mundo, o agravamento de conflitos e as condições climáticas adversas aumentaram para 39 o número de países a necessitar de ajuda alimentar externa, escreve a agência Lusa, assegurando que a lista que incluía 37 países em Março, com a entrada de Cabo Verde e do Senegal, aumentou agora para 39.

O país é posto entre os países com «quebra excepcional de produção de alimentos» salientando o relatório, o fraco ano agrícola de 2017 e a «significativa perda» de cabeças de gado. A mesma fonte escreve que a FAO estima em 192 mil (35% da população), o número de pessoas a carecer de ajuda alimentícia entre Março e Maio, principalmente devido aos défices de produção agrícola e pecuária. No entanto, a FAO prevê que entre Junho e Agosto, a comum estação das chuvas, esse número possa descer para as 80 mil pessoas.

Ulisses Correia e Silva que se encontra em visita a São Tomé e Príncipe, em declarações à Televisão de Cabo Verde (TCV), esclareceu que o país não está a passar por uma crise alimentar. “Não há um problema de emergência alimentar, quer dizer de crise de alimentos para os cabo-verdianos, isto não existe”, esclarecendo que a integração na referida lista é resultante do mau ano agrícola de 2017, o que gerou uma fraca produção agrícola e pecuária, afectando directamente muitas pessoas que vivem dessas duas actividades.

O país atravessa uma das piores secas das últimas décadas, tendo em aplicação um programa de emergência para o qual mobilizou 10 milhões de euros junto dos parceiros internacionais, escreve ainda a Lusa.

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