Três irmãos acusados  de agredir idosa negam  o crime

6/06/2018 07:08 - Modificado em 6/06/2018 07:08
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O Ministério Público, em São Vicente ,  diz que não ficou provado o crime de ofensa à integridade física e pede a condenação pelo crime de arrombamento, enquanto que a defesa declara que pelas alegações feitas pelas testemunhas não se provou que as acusações se concretizaram e que, estando a porta em más condições, pode não ter havido intenção de arrombamento.

Esta terça-feira, três indivíduos, irmãos com idades compreendidas entre os 29 e os 36 anos, foram apresentados ao tribunal para responderem pelos crimes de ofensa à integridade física e introdução em casa alheia.

De acordo com o tribunal, no dia 24 de Janeiro de 2016, os três indivíduos arrombaram a porta da casa de uma senhora na zona da Ribeirinha tendo, posteriormente, agarrado a senhora e agrediram-na enquanto perguntavam onde é que estava o filho dela. Os acusados estavam à procura do filho mais novo que alegadamente tinha roubado um chinelo a um outro irmão de um dos acusados. Estes, chegaram à casa da vítima por intermédio de um amigo do filho dela que, segundo declarações, disse que foi obrigado pelos três a mostrar onde residia o amigo.

Chamada a testemunhar, a vítima conta que nesse dia, por volta das duas da madrugada enquanto dormia, os indivíduos arrombaram a porta da sua casa. Assustada, foi arrastada da sua cama e posta na rua enquanto estes procuravam pelo filho. Entretanto, assegura que não foi agredida com socos, conforme o processo.

Versão contrariada pelos arguidos que afirmaram que quando chegaram à moradia, bateram à porta e a senhora respondeu, tendo saído à rua de forma voluntária. “Não fizemos nada à senhora”, afirmaram os indivíduos que adiantaram ainda que não tendo encontrado o filho dela, foram-se embora e, no caminho, encontraram a polícia, tendo-lhes informado do sucedido.

O suposto ladrão do chinelo que despoletou toda a confusão, disse que não houve nenhum roubo de chinelo e que os arguidos quando se cruzaram com a ele e com o seu amigo, simplesmente correram atrás deles, tendo-o agredido com socos, mas que conseguiu escapar e foi esconder-se em casa do irmão quando viu os arguidos a dirigirem-se para a casa da sua mãe à sua procura, arrastando com eles, o amigo.

A sentença ficou marcada para o dia 22 de Junho.

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