Rui Águas traz novo “balão de oxigénio” e já tem apoio dos cabo-verdianos

5/06/2018 08:07 - Modificado em 5/06/2018 08:07
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De regresso às hostes cabo-verdianas, o seleccionador Rui Águas, trouxe de novo na bagagem o tónico que faltava para colocar os “Tubarões Azuis” no rumo certo.

O seleccionador nacional Rui Águas, que brevemente deverá ser apresentado oficialmente como treinador da Selecção Cabo-Verdiana de Futebol, após as duas vitórias nos jogos amigáveis frente à Argélia e Andorra, já conseguiu o aval positivo por parte dos adeptos cabo-verdianos. Duas vitórias em menos de 48 horas, mesmo que em jogos de carácter particular, ajudaram Rui Águas a ter de novo o apoio massivo do povo cabo-verdiano.

Depois do triunfo por 2-3 sobre a poderosa selecção da Argélia, na sexta-feira, 01, os “Tubarões Azuis” continuaram com as boas indicações tendo, no domingo 03, a selecção de Cabo Verde conquistado a Taça Município de Almada ao vencer por 4-2, no desempate por grandes penalidades (0-0 após os 90 minutos) a congénere de Andorra, num encontro disputado no Estádio José Martins Vieira.

Nesta nova aventura na Selecção Nacional Cabo-verdiana, o seleccionador de 58 anos já cativou de novo os adeptos da selecção, pois já deu mostras que as portas estão abertas a todos os jogadores, sejam residentes ou de outros campeonatos europeus com menos visibilidade. Ora, começando pelos jogadores residentes, Xolote da Académica do Porto Novo, o único jogador convocado por Águas, teve a sua estreia com a camisola da selecção, tendo entrado na segunda parte da partida com Andorra. Dos jogadores “europeus”, muitos foram as caras novas que fizeram a sua estreia no combinado nacional. Destaca-se o guarda-redes Márcio da Rosa, o grande herói ao deter dois remates da marca dos onze metros frente a Andorra e que permitiu a Rodrigo Lima, avançado do Sporting Clube de Braga, converter o penálti decisivo que permitiu a Kuca levantar o troféu. Kénny Rocha, jogador do Saint Étienne de França, foi um dos que deixou boas indicações ao novo seleccionador nacional no jogo frente a Andorra.

Esta é uma mensagem clara de Rui Águas a todos os jogadores “crioulos” com o intuito de mostrar que todos têm o seu lugar na selecção; basta acreditar e trabalhar. O exemplo concreto chama-se Amarildo Monteiro, «Xolote», de 27 anos, natural da ilha de Santo Antão, que foi o único jogador residente convocado e o 17º estreante na convocatória para este dois jogos amigáveis, jogador que foi consagrado como melhor marcador do Campeonato Nacional de Futebol e que teve a sua primeira oportunidade em se estrear pelos “Tubarões Azuis”. Nestas duas aventuras amigáveis, muitos jogadores deixaram a sua marca e, numa altura em que muitos jogadores já com créditos firmados na selecção caminham a passos largos para o abandono do combinado nacional, fica a certeza de que há muita qualidade nestes jovens jogadores que se estrearam, pois vislumbrando os dois jogos particulares frente à Argélia e a Andorra, as indicações são mais do que positivas e apontam para um futuro brilhante da Selecção Nacional de Cabo Verde.

A remodelação está à vista e Rui Águas parece querer testar todos os jogadores e ver o que têm para oferecer à selecção onde, de resto, certamente estará satisfeito com o que viu nestes dois jogos, o que leva a crer que terá “boas dores de cabeça” no futuro próximo.

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