São Vicente: periferia sente tratamento diferenciado

4/06/2018 07:59 - Modificado em 4/06/2018 07:59
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Na última semana, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os dados do 1º trimestre de 2018 relativos à actividade do sector dos serviços. Dados que demonstram um aumento, pelo que, segundo comentários políticos, Cabo Verde está a crescer e há mais rendimento para as famílias. As posições políticas sobre os dados têm sido divergentes, com leituras diferentes. Os dados são também analisados por alguns entrevistados do NN, numa perspectiva de como a ilha se tem desenvolvido nos últimos tempos. Das entrevistas fica a sensação que a ilha se tem desenvolvido em partes, mas que ainda existem várias situações complicadas que precisam de uma atenção por parte das autoridades.

Grupos organizados de cidadãos têm feito pressão sobre as decisões das autoridades para que exista um desenvolvimento mais harmonioso e igualitário para as pessoas. Fica-se com a ideia que o problema não está no centro da cidade, mas nas zonas periféricas da cidade que passam por mais dificuldades. Nesses lugares, o pedido é de muita mais atenção para se alcançar um desenvolvimento equilibrado.

Recentemente, um dos exemplos foi dado pelos moradores do Morro Branco, em que estes reclamavam o cumprimento das promessas de campanha. E procuram “todos os meios” para fazerem ouvir os seus problemas. “Penso que é preciso fazer muito para estas zonas e temos muitos exemplos de localidades onde as pessoas não vivem muito bem. E não é somente falar: as pessoas têm de sentir o desenvolvimento”, explica Valter, morador em Ribeirinha, que diz que existem situações preocupantes. No mesmo sentido Flávio Lima afirma que há uma concentração no centro enquanto que muitas zonas da periferia passam por vários problemas.

Os problemas são iguais ou similares nalgumas zonas. Água, saneamento e outros como a iluminação pública. “O desenvolvimento tem de ser para todas as pessoas; quando umas têm necessidade de alguns bens básicos, fica difícil ser-se feliz”, reclama Jeremias Santos. Na sua zona estas questões são importantes porque faltam muitas coisas para que todos possam estar nas mesmas condições.

Para Ivanildo Duarte, muitos dos pedidos das pessoas são coisas básicas que os políticos prometeram, mas que não era necessário prometer porque tinham de ser disponibilizadas às pessoas como a água e o saneamento. “Há pessoas que passam mesmo por situações difíceis que ninguém tem ideia”, conclui. Situações que dizem que são normais nas periferias da cidade e não se inibem em dizer que na ilha “há situações complicadas por resolver”.

Outro item é o desemprego nestas zonas, para além de outros problemas sociais que carecem de muita atenção. Aspectos que têm colocado em situações difíceis as pessoas que passam por necessidades em todos os sentidos. “Os políticos não devem ficar a analisar somente as estatísticas mas têm de ir aos locais para verem as situações porque as situações são difíceis e as pessoas esperam é por soluções”, sintetiza Aleida Dias.

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