Acidente na estrada de Calhau que matou de menina de 5 anos: defesa pede absolvição do condutor

31/05/2018 03:00 - Modificado em 31/05/2018 03:00
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Defesa usa condições meteorológicas para justificar acidente e pedir absolvição ao seu cliente, baseando em declarações do agente da Policia de Transito, sobre o facto de o local ser um lugar “ventoso”. Nesta óptica, Armindo Soares Gomes considera que o vento poderá ter causado alguma alteração na condução da viatura, baseando-se nas informações dos passageiros da cabina e das autoridades.

No entanto para ele, “injustificável” é a morte de uma criança nessas condições. Mas também não condenar um jovem que merece uma oportunidade.

Esta quarta-feira, na continuação ao julgamento do condutor da viatura acusado de homicídio negligente, que causou o acidente na estrada de Calhau, no ano passado e que vitimou Ironice Delgado Évora, de 5 anos, quando a carrinha de caixa aberta que transportava a família perdeu o controlo durante uma ultrapassagem a um táxi, numa manobra mal sucedida e que fez vários outros feridos.

Durante as alegações finais, declarou o seu pesar pela morte da criança e também pelos outros feridos, no entanto, afirmou que durante audiência houve uma tentativa de responsabilidade exclusiva ao condutor, que antes do julgamento havia alegado que tinha o apoio das vítimas, o que não aconteceu.

Não tentando minimizar o sucedido, isso porque, segundo o mesmo “foi uma fatalidade que culminou na morte de uma criança”, mas apelou também a atenção ao arguido que “talvez nem seja responsável” e que ninguém soube justificar o que realmente aconteceu, uma vez que as declarações em relação a velocidade da viatura foram contraditórias. “Ninguém soube precisar qual a velocidade e o próprio taxista que seguia a frente da viatura, afirmou categoricamente que antes do acidente foi seguido pela carrinha, ainda por cerca de três quilómetros e ambos iam em velocidade reduzida”, precisou a defesa.

Entretanto, também assacou responsabilidade as organizadoras do passeio, que segundo o arguido, na altura da viagem questionou a mãe da criança, sobre a possibilidade desta ir na outra viatura, um Hiace, que estavam a espera, mas esta recusou, afirmando que a criança iria com ela. Isso segundo a defesa.

A sentença fica agendada para o dia 07 Junho pelas 16:30.

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