Existe uma mudança de mentalidade em relação à dependência da cannabis

30/05/2018 01:04 - Modificado em 30/05/2018 01:04
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De acordo com a Secretária Executiva da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas, Fernanda Marques, o número da procura para o tratamento à dependência de cannabis tem aumentado no país e, se antes as pessoas não procuravam ajuda porque achavam que era uma droga a que não se devia dar tanta atenção ou que não provocava dependência, agora, as pessoas estão a mudar de opinião e estão a procurar apoio, destaca esta responsável durante o seminário nacional sobre modelos de cuidados e tratamento das dependências de substâncias psicoactivas, que decorre desta esta terça-feira, 29, até 31 de Maio, na Cidade da Praia.

No entanto, reafirma que a maior procura para tratamento continua a ser pelo abuso de substâncias psicoactivas, sobretudo, as de dependência do crack e do álcool.

Para tal, considera que é preciso reforçar as respostas que estão a ser dadas no combate ao consumo e destaca que, neste momento, a idade dos dependentes que procuram tratamento posiciona-se na faixa dos 20 – 30 anos e que a situação dos dependentes das substâncias psicoactivas é algo que toca a todos.

“É preciso termos esta consciência, isto é, que ninguém está imune. Temos uma população extremamente jovem e muitos deles tinha uma profissão e acabaram por perder o trabalho”, citado pela Inforpress.

Um seminário de 3 dias que, segundo Fernanda Marques, Secretária Executiva da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas, se dirige, sobretudo, aos técnicos de saúde respondendo ao objectivo principal que é redefinir o sistema de cuidados e tratamento e com destaque para o diagnóstico precoce da dependência.

De acordo com um estudo do ONUDC de 2012, o início do consumo do álcool começa a partir dos 7 anos de idade, de cannabis a partir dos 9 anos e das outras drogas, a média dos utentes é à volta dos 20-30 anos de idade.

Neste momento, está a funcionar na cadeia central da Praia, a unidade livre de drogas para os reclusos toxicodependentes e um espaço de apoio psico-social existente também nas cadeias de São Vicente, Santo Antão, Sal e Fogo e que funcionam em regime ambulatorial.

 

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