Germano Almeida lança em São Vicente “O Fiel Defunto”  para fazer um morto viver

30/05/2018 00:48 - Modificado em 30/05/2018 00:48
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A apresentação da sua 18ª obra literária aconteceu no Centro Cultural do Mindelo e contou com a apresentação de Manuel Brito – Semedo e Ana Cordeiro, isso, alguns dias após vencer o Prémio Camões, o mais importante galardão da literatura em língua portuguesa.

“O Fiel Defunto”, um título que para o apresentador da obra traz ao de cima a ironia das pessoas que quando alguém morre, “só se fala bem dele”, um livro que se lê com muito prazer, é hilariante pela história e pelo prazer de escrita que Germano Almeida nos transmite, pela forma como o Germano brinca com as coisas e consegue fazer “um morto viver”.

Germano Almeida reafirma que espera que a conquista do prémio Camões tenha a vantagem de ajudar a aumentar as vendas e fazer as pessoas falarem mais do autor e dos seus livros. “Que as vantagens passam por ser uma maior divulgação da obra, aquela divulgação que as editoras não fazem porque não têm meios”, o que é natural, ressalva o escritor, que disse ainda que está a ser interessante a vantagem de ganhar o prémio Camões.

“O Fiel Defunto” já estava para ser apresentado antes do dia 20 de Maio. Segundo o autor é a história de vida de um escritor que é “matado” no dia em que vai lançar o livro e a obra desenrola-se a partir desse facto. Uma história que se passa em São Vicente. “Uma paródia, sobretudo sobre a “vida” de um escritor célebre, que quando morre é transformado num ícone nacional”.

O Ministro da Cultura que marcou presença no acto, apela às pessoas que comprem livros. “É preciso que os bons leitores recuperem o hábito”, afirma Abraão Vicente que acredita que o simbolismo do prémio Camões é o de “recuperar e valorizar” o autor, porque nenhum autor em Cabo Verde “vive da sua obra”. “Este prémio não só acaba por o consagrar, mas também por chamar a atenção à necessidade de comprar livros e desenvolver o hábito de leitura nas famílias”.

Assumidamente um “contador de histórias”, o prémio Camões 2018 diz que este é o seu “primeiro romance”, por ser “uma ficção” construída com base em coisas reais ficcionadas.   

Nascido em 1945, na ilha da Boavista, vive na ilha de São Vicente há mais de 30 anos. Germano Almeida é ainda autor de livros como “A Ilha Fantástica”, “A morte do Poeta”, “O Testamento do Senhor Napomuceno”, “Do Monte Cara vê-se o Mundo” e “Os Dois Irmãos”, entre outros títulos.

Germano Almeida, um dos escritores mais lidos e traduzidos de Cabo Verde, é o segundo autor cabo-verdiano a ser distinguido com o Prémio Camões, depois do poeta Arménio Vieira (2009).

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