Transporte de pessoas em carrinhas de caixa aberta  : quando a morte espreita

29/05/2018 07:16 - Modificado em 29/05/2018 07:16
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A morte da professora Celeste Craveiro  da Escola Jorge Barbosa, este domingo, por ter caído de uma carrinha de caixa aberta na estrada de João Évora, volta a reactivar a questão do transporte de pessoas na parte traseira dessas carrinhas, o que tem suscitado fortes discussões sendo um dos pontos mais fortes, o perigo a que os passageiros estão sujeitos.

De acordo com os entrevistados por este online, este é um acto considerado irresponsável, perigoso e ilegal. “É muita falta de responsabilidade dos que têm o dever de agir e não fazem muita coisa para reprimir o acto”. Estes consideram que se a caixa aberta das carrinhas servisse para o transporte de passageiros, o construtor teria colocado bancos, o que não fez e caso existam, são aplicados pelos donos dos carros.

Entretanto, quando ocorre um acidente, normalmente, há mortes e muitos feridos. Relembramos o caso da menina de 5 anos que faleceu no passado, 30 de Abril, durante um passeio com a família e que após a ultrapassagem de um táxi, o motorista da carrinha de caixa aberta perdeu o controlo, acabando por projectar todos os passageiros, deixando vários feridos graves. “É o desrespeito da legislação de trânsito que diz que é infracção de trânsito circular com o veículo transportando pessoas na parte que, supostamente, foi projectada para o transporte de cargas”.

A par disso, exigem maiores fiscalizações sobre esta prática e apelam também ao bom senso das pessoas que redobrem a segurança, a fim de evitarem situações do tipo.

Por outro lado, transportar pessoas na parte da carga é uma coisa corriqueira nas nossas vias. Inclusive turistas  que vão alegres e sorridentes da aventura terceiro-mundista sem imaginar o risco que correm

Embora estes veículos tenham como principal função o transporte de cargas, eles também apresentam um limite para o transporte de passageiros, bem como o limite de cargas que deveriam transportar.

O Código de Trânsito cabo-verdiano considera ser proibido o transporte de passageiros fora dos assentos, sem prejuízo do disposto em legislação especial ou salvo em condições excepcionais fixadas em regulamento.

Face ao envolvimento das carrinhas de caixa aberta que se dedicam ao transporte de passageiros, os vulgos “Jovitas” que são usados principalmente para passeios, a polícia de trânsito garante que tem feito campanhas e acções de sensibilização, com o objectivo de sensibilizar os condutores que esporadicamente andam com passageiros e, algumas vezes com lotação de passageiros, em carros sem condições de circular na via pública.

 

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