JPAI acusa governo e as câmaras de “falta de sensibilidade” em relação aos problemas da juventude

28/05/2018 12:31 - Modificado em 28/05/2018 12:31

A Juventude do PAICV (JAPI) diz-se preocupada com “a falta de sensibilidade” o governo”. Num ano de mau ano agrícola, num ano em que houve redução substancial das bolsas de estudo, depois de falhado o plano de emergência para mitigação do mau ano agrícola, com tantos jovens no desemprego e outros problemas que afeta a juventude, este governo dá-se ao luxo de autorizar gastar milhares de contos dos cofres do estado na renovação da frota de carros de todo o estado e os serviços de administração”, como introduz o presidente da JAPI, Fidel Cardoso de Pina.

E baseia esta afirmação no despacho nº 32 do gabinete do governo do primeiro-ministro de 31 de dezembro de 2017.

E juventude do PAICV considera ser uma enorme irresponsabilidade para com os cabo-verdianos e principalmente com a juventude que enfrenta os principais problemas que assola a sociedade. E culpabiliza o primeiro-ministro, enquanto chefe do governo. E numa altura difícil, como sublinha, em que o país vive, o “comportamento irresponsável” é alargado as câmaras municipais, que “investem tanto dinheiro em festivais, quando há muita gente que enfrenta atualmente grandes dificuldades, das mais básicas e elementares com a falta de água, o difícil acesso a saúde ou mesmo fome”.

E para o presidente da JPAI com tantos problemas que exige soluções urgentes e consistente, não entende que o “o aumento excessivo de festivais as custas do dinheiro do povo”. Fidel Cardoso não coloca em causa a importância cultural dos festivais, no que diz respeito ao entretenimento e a promoção da música. “Mas, esses festivais”, segundo o presidente da JPAI, “em exagero terão elevado custo de oportunidade para o futuro. Por um lado, provaca a perda juventude por via da provação do consumo de álcool. E por outro, um elevado custo para o bolso dos cabo-verdianos”.

E defende que este dinheiro utilizado em festivais, “bem gerido”, deveria ser canalizado para a promoção do desenvolvimento social e económico, e na implementação de programas para combater o desemprego jovem, e fomentar a formação, promover a habitação, o desporto, e incentivar o empreendedorismo jovem e o auto emprego.

“A juventude precisa pedir um basta a esse aumento excessivo de festivais no nosso país”.

E defende, ainda, uma mudança de postura das câmaras. A conferência de impressa que foi realizada em São Vicente, e faz saber que o presidente da CMSV deveria dar o exemplo. “A juventude mindelense quer mais oportunidade de crescimento, mais incentivos para o desenvolvimento, mais emprego, educação maior bem-estar, assim o cumprimento das promessas de campanha, tanto do governo como da CMSV”. E termina afirmando que a juventude mindelense precisa de um presidente de câmara que zela pelos interesses dos munícipes e não um delgado de governo de serviço.

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