Cabo Verde: Um país descrito de duas formas

25/05/2018 07:11 - Modificado em 25/05/2018 07:11

O PAICV e o Governo não se entendem sobre os dois anos de governação. Dois quadros traçados pelos dois lados. José Maria Gomes da Veiga, num tom mais crítico avança que se está num processo de hipnotização e embriaguez colectiva e ninguém se preocupa que estamos a destruir uma geração e a hipotecar o futuro.

“Só num país de brandos costumes como Cabo Verde é que se desmantela uma companhia com décadas de história, num negócio obscuro e sem transparência. O Governo negligência a prestação de socorro em zonas isoladas e na diáspora. Doentes feridos são evacuados em barcos de pesca e com perdas de vidas humanas e as autoridades não investigam este processo sobejamente denunciado. Um processo de desapropriação do erário público, de desprotecção dos cabo-verdianos e de negação de auxílio somente num país de brandos costumes”.

O deputado aborda ainda a situação da Polícia Nacional. Categoria que, avança, se encontra numa situação de desespero por causa da afronta do Governo. “Um chefe da Polícia indignado perante a situação da justiça, reclama que a justiça precisa de mudar. Em vez de melhorar o sistema da justiça, o Governo demite quem prende bandidos e ninguém se preocupa com a mensagem enviada, com a desmoralização da polícia e com a motivação da criminalidade”.

Para o Ministro, os cabo-verdianos estão mais confiantes e sente que o país está melhor e que valeu a mudança em 2016, com um crescimento à volta dos cinco por cento e o aumento da escolaridade obrigatória para as pessoas deficientes. Diz que os professores viram s suas carreiras valorizadas com a resolução de algumas questões da classe e ainda que a situação das câmaras que estavam em disputa com o Governo a mendigar recursos e respeito, é diferente actualmente, isto porque o Governo está a fazer melhor.   

“Deixámos de ter delegados que representavam o partido. E Cabo Verde é hoje uma grande referência de democracia em África e no mundo. A nova forma de diálogo às pessoas e com as pessoas está a mostrar que o Governo está no bom caminho”.

O ponto de discórdia no Parlamento nesta sessão de trabalhos tem sido a situação do programa de mitigação dos efeitos da seca. Os argumentos esgrimidos entre as bancadas não alcançam um consenso em que modos anda o programa. O PAICV não acredita que o plano esteja a dar resultado enquanto que o MpD continua a demonstrar a confiança na mitigação dos efeitos através do programa. “Juntos estamos a construir um Cabo Verde mais resiliente, mais ousado que viveu no ano passado uma das maiores secas. E com as secas, os cabo-verdianos são resilientes. Vamos mudar a nossa forma de fazer agricultura e criação de gado porque a chuva é uma raridade e não uma normalidade”, argumenta o Ministro.

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