PAICV preocupado com a “exclusão” de nacionais do concurso internacional de concessão das linhas marítimas de Cabo Verde

25/05/2018 07:07 - Modificado em 25/05/2018 07:23
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O deputado João do Carmo, do PAICV, que tinha abordado a questão do concurso de concessão única dos transportes marítimos, volta à questão com a preocupação do desfecho do concurso. “Infelizmente, aquilo que não gostaríamos que acontecesse, aconteceu. As duas empresas nacionais foram excluídas do concurso. O Governo não levou em conta a experiência dos armadores nacionais, não levou em conta o know-how dos nossos marinheiros e armadores”, como iniciou na sua declaração política no período antes da ordem do dia.

Neste sentido, defende que os cabo-verdianos têm razão em estarem apreensivos em relação às políticas do Governo para os transportes marítimos e aéreos.

Outro ponto levado para a plenária pelo deputado foi a questão da exportação de conservas. “Gostaríamos de pedir ao Governo mais atenção já que a partir de Julho não há certeza que a Frescomar possa exportar, pois o Governo ainda não conseguiu a derrogação das regras de origem para a União Europeia das conservas de atum”. Pede que sejam feitas as diligências para se apressar uma vez que se está já no fim do mês de Maio.

João Gomes, do mesmo círculo eleitoral, mas deputado do MpD, coloca a tónica na questão da resolução do problema da ligação marítima entre as ilhas. “O Governo não está obrigado e não pode interferir escolhendo a empresa a, b ou c. Se é uma empresa nacional ou estrangeira o importante é resolver esta questão que o PAICV não resolveu. Se forem excluídas ilegalmente podem interpor recurso e não favorecemos nenhuma empresa.

Para Alcides Graça, do PAICV, o Governo vai, mais uma vez, eliminar as companhias nacionais do mercado e sobre a exportação avança que ainda há uma situação para o transporte de cargas em São Vicente. E fala do período difícil para a ilha uma vez que não se conseguem exportar os produtos da ilha.

No entanto, para o PAICV, o concurso é de cartas marcadas e avança que pode adivinhar qual será a empresa que vai ganhar o concurso. Neste momento, Rui Figueiredo, líder da bancada do MpD, avança que não se devem lançar suspeições sobre os nomes das empresa que podem vir a ganhar o concurso.

Do outro lado, o Ministro de Estado, Elísio Freire, traça um panorama diferente da do deputado do PAICV. “Juntos estamos a construir um país melhor. Estamos a construir um país melhor com mais confiança, com uma nova abordagem na execução do poder, com mais economia, mais descentralização, mais cultura e mais inclusão social. São os factos e os números”.

O Ministro Elísio Freire intervindo sobre a questão, avança que dois anos depois está a vislumbrar uma solução para os transportes “depois do caos e da intermitência e irregularidade”. E coloca a questão do lado do PAICV afirmando que a lei que se está a aplicar para a privatização para o concurso dos transportes marítimos é uma lei do governo anterior que reservou vinte e cinco por cento para as empresas nacionais.

“Portanto, estamos aqui à vontade. A empresa que ganhar vai ter know-how e capacidade financeira para ligar as ilhas com segurança, regularidade, qualidade. E todas as entidades envolvidas são entidades que percebem do negócio”.

  1. Bruno Almeida

    BANCA, SEGURADORAS -> PREDADORES TUGAS

    PESCAS E MARES -> PREDADORES DA UE E CHINESES

    POLITICA -> POLITICOS CORRUPTOS

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