BCN e IFC criam linhas de crédito para financiar pequenas e médias empresas em Cabo Verde

24/05/2018 07:25 - Modificado em 24/05/2018 07:25
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A Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês) concedeu uma linha de financiamento de cinco milhões de euros associados a serviços de consultoria ao BCN, para impulsionar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas (PME).

A informação é avançada em nota de imprensa pelo Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN), segundo a qual este financiamento, de aproximadamente 460 mil contos, visa sobretudo estimular a melhoria das estratégias de crescimento das empresas pertencentes a mulheres.

A mesma fonte estima ainda que, através de uma outra linha de financiamento da IFC, membro do Grupo Banco Mundial, no valor de 2 milhões de dólares, o BCN poderá também expandir as suas operações de financiamento comercial, através de um serviço de ‘TradeFinance’ “mais competitivo e mais ágil”.

O presidente do BCN, Luís Vasconcelos, citado na nota, afirmou que “este trabalho que está a ser feito começa já a dar frutos” e que a visão da empresa, como único banco de matriz 100% cabo-verdiana, é ser reconhecido como “o melhor banco do país” com as “melhores soluções” para todos os cidadãos cabo-verdianos, incluindo os residentes na diáspora.

“O investimento da IFC será uma ferramenta fundamental para implementar a nossa estratégia nos próximos anos, permitindo aumentar o crédito a ser concedido ao grande segmento de pequenas e médias empresas, bem como lançar financiamento específico para mulheres empreendedoras em condições favoráveis”, explicou.

Ainda de acordo com aquele responsável, o programa FADA, que iniciaram agora e com enfoque no microcrédito agrícola, já tem suporte financeiro do Banco Mundial.

“Espera-se que o projecto ajude o BCN a estender o financiamento a mais de 3000 PME num período de 5 anos, das quais 600 serão de propriedade de mulheres”, indicou a fonte do BCN.

Por seu turno, o representante regional da IFC, Faheen Allibhoy, considerou que o envolvimento da instituição que representa vai estimular o sector de PME numa economia impulsionada principalmente pelo turismo e pelas remessas dos emigrantes e ajudar as empresas locais a criar empregos.

No seu entender, melhorar o acesso ao financiamento para as PME – especialmente aquelas geridas por mulheres – é transformacional, pois ajuda a fortalecer a economia e, ao mesmo tempo, promove uma maior inclusão financeira.

Inforpress

 

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