Evacuações e greve dos vigilantes das empresas privadas abordados no Parlamento

24/05/2018 07:14 - Modificado em 24/05/2018 07:14
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A questão das evacuações, tendo em conta as situações verificadas nos últimos dias de pacientes que foram obrigados a serem evacuados em barcos, foi levada à Assembleia Nacional. Há uma consciência da gravidade da situação, mas as bancadas do PAICV e da UCID não se entendem com a do MpD sobre a situação real.

O tema das evacuações foi trazido pelo deputado do PAICV eleito pelo círculo do Maio, Walter Évora, autor do vídeo a circular no Facebook sobre a forma como uma paciente que estava grávida foi evacuada. O mesmo avança a informação que a paciente chegou a perder a criança, demonstrando a sua revolta e indignação pela “forma sub-humana e sofrida como os doentes têm sido evacuados, entre a vida e a morte”. Avança que apesar de todos os expedientes e da documentação exigida, “são deixados em terra sem outra alternativa e têm de recorrer a pequenas embarcações”.

Chama à responsabilidade o Governo nesta matéria. Um dos pontos sublinhados pelo deputado é a questão da transição dos voos domésticos para outra empresa em que se coloca “o negócio acima da vida”. Nesta questão da responsabilidade do Governo, o deputado Acides Graça avança que o MpD na sua intervenção sobre os dois anos, não tocou na questão mais importante do país no momento, que são as evacuações.

“O Governo ignora esta questão e é uma questão humanitária. Temos uma questão de direito de assistência, omissão de direito de auxílio que pode configurar crime à luz do código penal”, segundo Graça que avança que o Governo tem de assumir a própria responsabilidade.

A situação é lamentada pelo Governo e pelo MpD. Para a deputada Joana Rosa, o Governo tem procurado resolver o problema que o PAICV não conseguiu. O Ministro de Estado Elísio Freire avança que a situação é lamentável e que a situação será resolvida com a aquisição de um avião para resolver este tipo de situações. Refuta as responsabilidades pela ocorrência da situação verificada na última semana.

 

Greve dos vigilantes das empresas de segurança privada

A UCID trouxe esta questão ao Parlamento numa declaração política sobre a estabilidade social. Para António Monteiro, líder da UCID, a convocação da greve da parte dos seguranças privados, acabou por não se concretizar, devido à interferência directa do Governo que recorreu a uma requisição civil. Esta declaração política foi reforçada pelo PAICV através do deputado João Varela que afirma que as empresas que prestam este tipo de serviço têm tido dificuldades em melhorar os salários e o Governo tem de engajar para melhorar a situação. O mesmo sublinha que os trabalhadores não concordaram com o acordo colectivo já que este “controla questões económicas”, o que não pode ser feito num acordo do tipo.

Para o MpD, a questão é empoderar as empresas para que estas possam criar melhores postos de trabalho aos seus trabalhadores. Ana Rosa que defendeu a posição do Governo, avança que a requisição civil foi feita no intuito de resolver o problema da segurança e garantir a segurança das empresas.

Relativamente à questão da estabilidade social, avança que têm razão ao trazerem a questão ao Parlamento, afirmando que nesta matéria deve-se procurar a estabilidade social para se encontrar uma solução junto das classes dos trabalhadores.

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