MpD faz balanço dos dois anos da aprovação da moção de confiança, mas não é apoiado pela oposição

24/05/2018 07:13 - Modificado em 24/05/2018 07:13
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O MpD assinala os dois anos da aprovação da moção de estratégia com uma declaração política, onde afirma que “Cabo Verde está mais forte e o governo do MpD está a construir um país melhor”. Miguel Monteiro enumera os ganhos do governo do MpD nos últimos dois anos, em que “conseguiu inverter a situação económica medíocre em que Cabo Verde se encontrava em 2015” e aponta o crescimento da economia a rondar os cinco por cento. Mais emprego e um reforço na descentralização, mais segurança com melhores condições é a perspectiva do MpD.

O MpD considera que “o não reconhecimento do progresso e do desenvolvimento que Cabo Verde tem feito nestes dois anos pode ser interpretado como preconceito ideológico ou falta de reconhecimento das transformações que têm ocorrido em Cabo Verde”. Monteiro conveio que o Governo, nestes dois anos, conseguiu inverter o ciclo negativo dos últimos quinze anos, mas que ainda existem problemas do passado que obrigam a manter a determinação.

Esta visão não é partilhada pela bancada do PAICV. Secundo José Sanches existem dois países: um descrito pelo MpD e outro em que se vive. Um país cor-de-rosa em que todos estão bem e ironiza afirmando que já se podem marcar as eleições porque tudo já foi conseguido nesta legislatura. Para este deputado, as coisas não estão tão boas como o MpD afirma. Fala da questão da educação que considera ter sido um descalabro. Segurança, emprego, investimentos, são pontos que o PAICV conveio que precisam ser analisados e resolvidos.

Acerca dos programas levados a cabo pelo Governo, afirma que o Governo se limitou apenas a mudar os nomes, uma vez que são os mesmos programas. Nesse ponto é corroborado pela UCID que também afirma que houve apenas uma transformação dos nomes dos programas.

Para a UCID, segundo João Luís, nem tudo está mal, considerando que houve melhorias significativas. Questiona que se há melhor relação com os municípios e se existem verbas, porque é que as câmaras não têm colocado estas verbas ao serviço da população. “Por exemplo, muitas pessoas recorrem aos serviços da Câmara com muitos problemas e o dinheiro tem sido investido em apenas festas e festivais”. Sublinha que o Governo precisa de fazer alguns ajustes.

Para o PAICV e a UCID o tema foi trazido pelo MpD em forma de ensaio para o debate sobre o estado da nação.

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