SwissLeaks: “Cabo Verde Importe, lda” com 2,5 milhões de dólares numa conta offshore

24/05/2018 07:10 - Modificado em 24/05/2018 07:10
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O italiano Gilberto Pacchiotti o sócio-gerente e dono da ‘Cabo Verde Importe, Lda’, empresa importadora de géneros alimentícios, sita em Madeiralzinho, São Vicente, é o responsável pela entrada da República de Cabo Verde no maior escândalo de contas secretas em offshores da Suíça, o SuissLeaks, com mais de 2,5 milhões de documentos. offshore.

De acordo com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que expos o “Panama Papers”, Cabo Verde está no SuissLeaks, mas as autoridades cabo-verdianas parecem estar a leste do paraíso neste escândalo. “Pura e simplesmente porque ninguém controla o investidor. Nem mesmo as instituições que o deveriam fazer. Pacchiotti não paga impostos, declara o que lhe dá na real gana, altera o nome da empresa sem dar cavaco a ninguém, troca de nacionalidade e de passaporte sem criar mossa às instituições da República. E assim, entre os pingos da chuva, vai vivendo tranquilamente nas “ilhas fantásticas” de Cabo Verde o dono de uma conta choruda num paraíso fiscal da Suíça” escreve o site cenozo.org.

A ‘Cabo Verde Importe, Lda’, criada a 1 de março de 2008, pelos sócios Pacchiotti e Benjamim “Djimi” do Livramento Rodrigues, está estabelecida no prédio do Madeiralzinho, mais precisamente em Fonte Meio, mesmo atrás de um posto de combustível. A empresa tem como atividade declarada a importação de produtos alimentícios como carne, arroz, marisco e laticínios

Pacchiotti defende-se: “Tudo é declarado e legítimo”

De acordo com a mesma fonte, Gilberto Pacchiotti de 77 anos disse o dinheiro pode ser muito. “Mas não é uma soma excessiva, é o dinheiro que preciso para fazer negócios. Não é renda. São “ativos” para gerenciar uma empresa”, declarou o empresário que isso não representa um risco de branqueamento de capitais e que tudo é declarado e legítimo. “Existem todos os documentos, o dinheiro pode ser rastreado. Tudo é declarado com faturas. Não há problema”, garante.

Quanto às razões que o levaram a escolher a Suiça para abrir a conta offshore, é peremptório: “Melhor operacionalidade”, já que “a taxa de juros lá é maior do que em outros lugares”. “Na Suíça, a vantagem é que pode-se fazer compras com dinheiro. Em vez de receber dinheiro em Cabo Verde, tenho-o na Suíça, e administro-o a partir dali, faço pagamentos.

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