SuissLeaks: governo pondera investigar  as actividades da empresa “Cabo Verde Importe, Limitada”

24/05/2018 07:07 - Modificado em 24/05/2018 07:07
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O primeiro-ministro garantiu,  que se for o caso, será investigado o empresário  italiano residente em São Vicente, indiciado no escândalo de contas secretas em offshore da Suíça, SuissLeaks, com mais de 2,5 milhões de dólares

De acordo com a Inforpress, o governante garante que se for caso de polícia, será para as entidades policiais, se for caso de violação de regras financeira, também será devidamente investigado.

No entanto, diz que não quer associar Cabo Verde a este tipo de operações. “São casos que as vezes acontecem, mas que os protagonistas são devidamente responsabilizados”, afirmou.

“Cabo Verde não é um paraíso fiscal nem um centro de offshore, e não o avalisa”, mas que combate qualquer operação de branqueamento de capitais e operações ilícitas financeiras, sublinhando que um empresário indiciado “não quer dizer que é o país”, mas que “haverá depois as devidas consequências”.

O nome de Cabo Verde apareceu em um dos mais de 2,5 milhões de documento do caso SuissLeaks, através do italiano Gilberto Pacchiotti, sócio-gerente e dono da “Cabo Verde Importe, Lda”, empresa importadora de géneros alimentícios, situada em Madeiralzinho, São Vicente, e apontado como suspeito de lavagem de capitais.

Os documentos mostraram que a empresa “Cabo Verde Importe, Lda” foi criada com um capital social inicial de 8 milhões de escudos, sendo que 95 por cento pertencem a Gilberto Pacchiotti e os outros 5% a Benjamim “Djimi” do Livramento Rodrigues, residente em Ribeira Bote.

O SuissLeaks apontou o empresário como responsável que fez com que Cabo Verde aparecesse na origem dos mais de 2 milhões de dólares (mais de 165 milhões de escudos), numa conta offshore, quando até ao momento não é conhecida actividade no país que justifique tal montante numa conta offshore, ficando a pergunta sobre de onde vem tanto dinheiro.

O empresário, de acordo com documentos da SuissLeaks, criou a conta, mediante a apresentação do seu passaporte italiano, no banco suíço HSB Private Bank, referenciado a nível mundial por permitir a abertura de contas a pessoas ligadas a actividades ilícitas nos mais variados países do mundo.

Para além da empresa, o italiano é proprietário de imóveis na mesma ilha, sendo um prédio de quatro pisos em Madeiralzinho, onde está instalada a sede da “Cabo Verde Importe, Lda”, e um duplex na zona piscatória de São Pedro.

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