Autoridades colocam para adoção 266 ratos encontrados numa casa habitada

21/05/2018 07:38 - Modificado em 21/05/2018 07:38
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Durante o despejo de uma mulher de uma casa por insalubridade, em França, foram descobertos 266 ratos numa sala, no meio da sujidade.

Havia ratos para todos os gostos: brancos, cinzas, negros, machos, fêmeas, recém-nascidos e alguns estavam até feridos. “Eles estavam à mercê dos gatos e cães que passavam de vez em quando e comiam alguns e brincavam com outros”, disse um dos responsável pela recolha dos animais, citado pelo jornal “Le Monde”.

A instituição responsável pela recolha de animais da região de Gennevilliers, a Sacpa, em Hauts-de-Seine (França), já sabia que a mulher teria ratos no interior da casa, que estava repleta de sujidade, mas desconhecia que eram mais de duas centenas. “A miséria social é o dia-a-dia daqueles que se preocupam com a proteção dos animais”, disse um dos profissionais.

A moradora não estava preocupada com a situação, descoberta em abril, relatou aquele jornal.

Para os responsáveis pela recolha dos animais, não havia razão para matar todos aqueles ratos, que eram considerados animais de estimação. No entanto, no canil municipal não havia espaço para os albergar, uma vez que as instalações não são adequadas para roedores. A proprietária da casa também não tinha condições para tal, por isso, foi lançado um alerta pelo Sacpa, a 30 de abril, a todas as associações que se preocupam com o bem-estar animal em França.

Uma das associações levou 10 ratos, outra 36. Já um outro refúgio – Larkencielle – em Nanterre (Hauts-de-Seine), especializado em ratos, recolheu 48 dos roedores. “Normalmente, apenas recolhemos cinco a 10 ratos, mas, face uma situação como esta, lá nos arranjaremos”, disse Cédric Mevrel, da associação.

Todos os ratos foram levados a um veterinário, desparasitados e postos 15 dias em quarentena para garantir que não tinham qualquer doença. Os machos foram castrados.

O passo seguinte é arranjar uma família de acolhimento para cada um. “À primeira vista, imaginamos estas enormes criaturas muito sujas, mas quando cuidamos deles, os ratos são animais adoráveis, inteligentes e tão afetuosos como cães e gatos. Eles dão lambidelas e podem até reconhecer o nome”, explicou Cédric Mevrel.

Dos 48 ratos recolhidos pelo Larkencielle, três morreram e vinte já foram adotados.

Jn.pt

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