PAICV : “O Governo do MpD  está a desencantar  por não ter ainda implementado a sua proposta eleitoral.”

21/05/2018 07:14 - Modificado em 21/05/2018 07:41
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O Conselho Nacional (CN) do PAICV considera  que o Governo de Cabo Verde dirigido pelo MpD, após dois anos de mandato”  está a desencantar os cabo-verdianos por não ter ainda implementado a sua proposta eleitoral.”

A afirmação é do porta-voz do CN do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) Julião Varela, em declarações à Inforpress para fazer o ponto da situação da reunião do partido, que decorre desde sábado, na Cidade da Praia, e que teve sobre a mesa a análise da situação política do país.

“Consideramos que há uma inquietação, tendo em conta que o terceiro orçamento já foi aprovado e, neste momento, há algum desencanto quanto a governação do país”, disse.

Segundo Julião Varela, a situação económica e social do país é caraterizada por “alguma desesperança”, que foi comprovada com os resultados do estudo do Afrobarómetro e que vem mostrar que, ainda, o partido no poder não conseguiu realizar a sua proposta eleitoral.

Neste âmbito, afirmou que o melhoramento da situação financeira das famílias, o aumento e pensão social, a implementação do subsídio de inclusão, bem como a política de habitação, tendo em conta o abandono do programa Casa para Todos, são promessas que o Governo ainda não conseguiu realizar.

No que se refere as Contas de Gerência 2017, o plano de actividades e o orçamento para 2018, o porta voz do Conselho Nacional do PAICV afirmou que foram aprovados por uma unanimidade.

“Os presentes congratularam-se com a nova dinâmica que o partido tem estado a ganhar no domínio da sua organização interna e no seu fortalecimento e penetração social, pelo que saíram recomendações no sentido de reforçar para que o partido reconquiste a credibilidade que sempre teve na sociedade cabo-verdiana”, indicou.

O reforço da organização em 2018, sublinhou Julião Varela, “passa, incondicionalmente, pela formação dos militantes”.

Neste particular, adiantou que já foi concebido um plano amplo de formação para todos e formação para eleitos municipais e nacionais por forma a que possam melhorar as suas capacidades de intervenção e saberem fundamentar as propostas levadas ao Parlamento.

Ainda no que tange ao reforço da organização, informou que ficou decidido no Conselho Nacional, que termina esta tarde, a retoma do pagamento das cotas pelos militantes, já que, segundo ele, apenas alguns estavam a cumprir este dever.

“Os que tiverem rendimento devem pagar as suas cotas para que a estrutura do partido possa continuar forte e esteja sempre presente na defesa do interesse dos seus militantes e no desenvolvimento do país”, frisou.

Face a situação, o porta-voz do Conselho Nacional lembrou aos militantes que o pagamento das suas cotizações é importante, pois, nos termos dos estatutos, só pode eleger e ser eleito os que tiveram as suas prestações em dia.

No dia de hoje o Conselho Nacional do PAICV vai analisar a situação política nacional e “socializar” o projecto de lei que cria as regiões administrativas, já entregue à Assembleia Nacional e que depois será “socializado” a nível nacional.

Isso porque, asseverou Julião Varela, por se tratar de questão fundamental para o futuro do país carece de ampla divulgação de acolhimento de propostas da sociedade cabo-verdiana.

PC/CP

Inforpress/Fim

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