A Volta a Cabo Verde em parapente: a aventura para partilhar a “sensação de leveza” pelos céus de CV

18/05/2018 03:00 - Modificado em 18/05/2018 03:00
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Vinte e quatro dias, sete ilhas e quarenta e três voos, marcam o primeiro ciclo completo da iniciativa Volta a Cabo Verde em parapente. Apesar de não ter conseguido viajar em todas as ilhas, mas apenas em sete devido ao estado meteorológico e a outros compromissos, o mentor da iniciativa considera que foi uma experiência muito boa.

De acordo com o mesmo, Emiliano Carvalho, a apreciação é “extremamente boa”, tendo feito alguns dos “voos mais belos em Cabo Verde até ao momento e trouxemos alegria a muitos novos aventureiros que decidiram experimentar, ver este país lindo por um ângulo único, com a sempre marcante experiência de voar livremente como um pássaro”.

Sobre esta iniciativa, Carvalho diz que a ideia surgiu logo que chegou a Cabo Verde e começou a fazer voos, há quase dois anos. “Tinha, nessa altura, o objectivo de mapear os locais em que seria possível voar em todo o país. Passei várias semanas procurando apoios e privados, mas sem sucesso”, conta este aventureiro que na primeira oportunidade viajou em cinco das ilhas, tendo então surgido, nessa altura, a vontade de criar a primeira Escola de Aviação Desportiva em Cabo Verde, a Altitude.cv, apesar do nome ter surgido depois.

As motivações para fazer esta volta a Cabo Verde, conta este amante do voo, foram três – o desejo de conhecer todo o país para decidir onde iria funcionar a escola; a procura de outras ilhas para voos; a realização do primeiro festival internacional de parapente em Cabo Verde e que será uma realidade em 2019.

Sobre os voos em si, segundo a mesma fonte, foram descobertos mais onze locais de voo, tendo uma média de mais de um voo por dia. “Conhecemos mais de Cabo Verde e obtivemos imagens e vídeos de óptima qualidade, através de seis fotógrafos profissionais”.

Entretanto, esta modalidade parece começar a atrair um grande número de interessados que querem experimentar esta sensação de aventura que os voos proporcionam. “Há muitas razões que levam as pessoas a quererem experimentar voar, seja porque sempre sonharam voar, seja porque têm medo da altura e querem superar este medo ou é uma actividade diferente que querem experimentar”, aponta Carvalho.

Diz ainda que a Altitude.cv tem o objectivo de proporcionar alegrias. Algo que gostam de fazer e para que isso continue, tem como meta principal atingir a sustentabilidade financeira.

Portanto, garante que a iniciativa da Volta a Cabo Verde de parapente é para repetir, provavelmente não toda de uma só vez, como se fez nesta primeira vez, mas ao longo dos próximos 12 meses. “Com toda a certeza estar a voar em todas as ilhas e abrir essa possibilidade a cada vez mais pessoas”.

Altitude.cv

De acordo com o mentor deste projecto, é sem dúvida para continuar, não importa estarem apenas no começo, mas sim mostrar que esta viagem permitiu fazer uns testes e optimizar o modelo de negócio, por isso, de “Outubro deste ano a Maio de 2019 será a nossa altura de afirmação. Receberemos os primeiros grupos de pilotos de parapente estrangeiro, continuaremos com as experiências de voo em Bilugar e esperamos conseguir começar já também com as aulas”.

“Desde que a Altitude.cv foi criada, já acolheu pilotos estrangeiros e deu a oportunidade a vários cabo-verdianos de provarem a experiência de voar livremente como um pássaro e, após esta fase inicial, o plano passa por continuar a aumentar a nossa actividade”.

Estar no ar

Emiliano Carvalho: Para mim, é algo sem o qual já não consigo imaginar a minha vida. A sensação de liberdade, de calma e relaxamento, de conexão com a natureza que se sente, é difícil de descrever por palavras. Ainda mais em Cabo Verde, onde voamos ao lado de aves marinhas, por cima de tubarões e não só, sentindo todos os 4 elementos, sem barulhos de motor ou de actividade humana e com perspectivas e paisagens  espectaculares. É fantástico. Acho que toda a gente já sonhou em voar.

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