26ª Assembleia Parlamentar da Francofonia  com a crise migratória na agenda

18/05/2018 02:55 - Modificado em 18/05/2018 02:55
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No discurso do Presidente da República na abertura da 26ª Assembleia Parlamentar da Francofonia que decorre na Cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca chamou a atenção para os temas a serem debatidos durante esse encontro, ou seja, a crise migratória, o respeito pelos direitos humanos, a democracia, os transportes marítimos e aéreos, factores de desenvolvimento económico em África, a situação política e de segurança na África francófona. Estas são questões de muita actualidade e pertinência e que merecem a melhor atenção de todos nós. Não somente pela importância que assumem para a Francofonia, mas também para a África, em geral”.  E demonstra-se confiante que importantes recomendações sairão deste encontro de modo a permitir que os governos desenvolvam políticas “conducentes à prevenção ou à redução dos problemas que nos afligem”.

Um dos focos do discurso de Jorge Carlos Fonseca prende-se com a questão da crise migratória. “Entendo que ao mesmo tempo que procuramos contribuir para que os problemas de fundo de âmbito internacional sejam resolvidos e responsabilidades definidas, temos a obrigação de, no limite das nossas possibilidades, fazer de tudo para combater os factores que, a nível local, contribuem para que mulheres, homens e, muitas vezes, crianças se lancem de forma desesperada numa procura, por vezes inglória, de uma vida decente”.

Para Carlos Fonseca não se pode ficar tranquilo enquanto cidadãos “arriscam e, muitas vezes, perdem a vida para tentarem simplesmente sobreviver, vale dizer viver”.

Outro desafio apontado é a questão da segurança e os “desafios da segurança são de grande complexidade e assumem configurações tão diversas como os diferentes tráficos e o terrorismo”. Neste sentido, aponta a prevenção através de políticas que promovam não só a coesão e a justiça social, mas também a repressão quando necessária.

Numa mensagem de optimismo diz que “a África que se prefigura na Agenda 2063 tem de ser construída todos os dias, progressivamente, pacientemente, apaixonadamente, hoje mesmo, pois não podemos esperar pelo fim de Dezembro de 2062 para a edificarmos de uma só vez”.

 

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