Fora de controlo: cada taxista aplica a tabela  da sua forma

18/05/2018 02:44 - Modificado em 18/05/2018 02:46

O Governo tem realizado a socialização do novo regime Jurídico Geral de Transportes e Veículos Motorizados. Um regime que “Clarifica os diferentes mercados da indústria dos transportes, nomeadamente o mercado do transporte turístico e o de transporte em táxi e estabelece regras claras de conivência dos diferentes sectores”.

Focando no serviço de táxis e em conversa com o Presidente da Associação de Taxistas de São Vicente, António Delgado, o mesmo informa que os taxistas têm funcionado com uma tabela aprovada pela Assembleia Municipal. Uma tabela que, do seu ponto de vista, não tem dado satisfação aos taxistas, isto por causa da expansão da cidade em que os taxistas aplicam a mesma tabela.

Confrontado com a questão se os taxistas têm implementado a tabela da forma correcta o Presidente afirma: “É complicado, porque cada taxista aplica da sua forma”. E admite que, muitas vezes, a tabela não é seguida, mas chama a atenção dos clientes para que, em caso de sentirem que está a ser cobrado mais do que o devido devem pedir a tabela que o taxista tem de ter à mão e recusar o pagamento. Adianta que não é correcto cobrar a mais do que é devido.

O novo regime vai regularizar a utilização do taxímetro e prevê a sua entrada em vigor a partir de um de Setembro. “Para nós é bom, mas tem de haver uma sensibilização para se saber se se ganha ou não com a utilização do taxímetro. Já houve taxímetro e as pessoas não o utilizaram da forma correcta”.

Aborda que a utilização do taxímetro será boa inclusive para os clientes, mas reforça a ideia de uma forte sensibilização por parte das autoridades e se não houver esta sensibilização, sente que não vai adiantar. “Da primeira vez que colocaram taxímetro nos táxis não foi fácil com os clientes que diziam que se fossem ligar ‘a máquina’ não iriam entrar”.

Para o sector, o pedido é de maior fiscalização. “Antes da fiscalização dizia-se que era falta de quadro. Houve uma reunião com algumas autoridades em que iriam enviar mais quadros para regular a situação, saiu uma nova lei e a situação ficou na mesma”, argumenta António Delgado.

Como exemplo de falta de fiscalização, António Delgado aponta a existência de “transportes sem licença que têm estado a trabalhar normalmente. Trabalham apenas num período em que o único agente que faz uma actuação correcta não está a trabalhar. Quando sabem que já não está a trabalhar ou está de folga, colocam a identificação”. Para Delgado, não é falta de denúncias que a situação se tem mantido. Neste caso, fala de outros tipos de transporte que não são táxis, mas que fazem o papel de táxi. “A fiscalização tem de funcionar como deve ser”.

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