Bastonária da Ordem dos Advogados  preocupada com a situação sanitária na Cadeia Central da Praia

17/05/2018 07:07 - Modificado em 17/05/2018 07:07
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A bastonária da Ordem dos Advogados de Cabo Verde (OACV), Sofia Oliveira Lima mostrou-se preocupada com a situação sanitária dos reclusos da Cadeia Central da Praia

Em declarações à imprensa, à saída de uma visita de mais duas horas ao maior estabelecimento prisional do país  a bastonária que se fazia acompanhar de alguns advogados, disse que tiveram a oportunidade de, pela primeira vez, ouvir também os reclusos sobre as suas necessidades e carências.

“Foi uma visita muito frutífera em que tivemos a oportunidade de trazer subsídios substantivos e importantes quanto ao funcionamento das cadeias e às necessidades para um acompanhamento permanente de um recluso com vista à sua reinserção social”, precisou Sofia Lima.

Na sua perspectiva, a reinserção social de um recluso tem tanta importância quanto à punição.

Segundo ela, um indivíduo que está privado da sua liberdade, por ter incumprido uma regra ou uma norma, tem que ser acompanhado para, quando voltar à sociedade, “não transgredir e não reincidir” e ser “mais facilmente reintegrado”.

Adiantou à Inforpress que a Ordem dá uma “importância muito grande à reinserção social e, por isso, tem emitido pareceres jurídicos que já entregou à Assembleia Nacional para o melhoramento de uma proposta de lei nesse sentido e que, brevemente, irá ser discutida.”

Durante o encontro com um grupo de 50 reclusos, em representação da população prisional da Cadeia Central da Praia, de acordo com a bastonária da OACV, “o atraso na concessão da liberdade condicional requerida e a alimentação deficitária e de má qualidade” afiguram-se entres as preocupações dos presos.

A deficiente assistência no domínio da saúde foi também uma das preocupações avançadas pelos reclusos que ainda se queixaram de tortura psíquica, derivada de algum “comportamento agressivo” por parte dos agentes prisionais.

A delegação dos advogados, prossegue a bastonária, ouviu também a direcção da cadeia que garantiu que a versão dos reclusos “não é bem assim”, já que tentam “impor as regras e a disciplina necessária que deve haver em qualquer prisão”.

 

Fonte : inforpress

 

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