Programa malicioso pode “ver e ouvir” tudo o que faz com o telemóvel

14/05/2018 07:06 - Modificado em 14/05/2018 07:06

Uma empresa de segurança detetou um programa usado num ciberataque dirigido a alvos específicos. O “malware” é capaz de ler as SMS ou fazer chamadas do telefone do utilizador em segredo e aceder a informação pessoal de qualquer aparelho com sistema Android.

Batizado como ZooPark, este “malware” agora identificado pela empresa de segurança Kaspersky afeta unicamente telefones com sistema Android e tem capacidade para aceder a informação encriptada de programas como WahstApp ou Telegram e aceder a todo o tipo de dados privados de um telefone.

É a mais recente evolução do ZooPark, um programa malicioso que vai na quarta, e apurada, geração. Começou, na versão 1, por aceder a contactos e dados de contas, mas desde a versão três que tem acesso às chamadas, às fotos e vídeos e ao histórico de navegação na Internet.

O programa, que está a funcionar desde 2015, alargou os “poderes” agora que está na quarta versão e consegue até fazer chamadas e enviar SMS do telefone do utilizador sem que este se aperceba.

Os especialistas consideram que este programa como mais sofisticado que viram para Android, só ao alcance de um grupo, ou um departamento de um país, com muito dinheiro e experiência em ciberataques.

Segundo a Kaspersky, foram visados apenas utilizadores em países de maioria muçulmana, como Marrocos, Jordânia, Irão, Egito e Líbano, naquela que parece uma manobra de ciberespionagem. “Foi uma campanha muito dirigida, afetando menos de 100 utilizadores”, especificou o portal de notícias de tecnologia ZDNet.

A vítima não tem como se aperceber do ataque e não pode fazer nada para se livrar daquele malware, cuja forma de entrada no sistema ou telemóvel do utilizador não foi especificada. A única maneira de se livrar deste programa malicioso é restaurar o sistema operativo com as definições de fábrica.

“À partida, não há risco para os utilizadores comuns. A menos que sejam um alvo, ZooPark parece ser uma ameaça dirigida”, disse ao “El País” o investigador sénior de segurança da Kaspersky em Espanha.

Ainda assim, há cuidados a ter. Para evitar este e outros programas maliciosos. “Não instalar apps de origem duvidosa ou desconhecida, ter alguma ferramenta de segurança que ajuda a encontrar ameaças e, sobretudo, senso comum” na forma como usa o telemóvel.

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