Para que servem hoje os aeroportos internacionais da Praia e São Vicente?

14/05/2018 06:57 - Modificado em 14/05/2018 06:57
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Está é a pergunta que hoje fazem as pessoas que antes usavam estes dois aeroportos para voos internacionais. Isto devido a mudança de estratégia da TACV que só faz voos internacionais á partir do Sal. Assim para sair dos pais têm que viajar primeiro para o Sal e depois para exterior ou pagar o que as companhias como a TAP exigem. Carlos Silva viajou de São Vicente no dia 27 de Abril para o Sal para no dia 28 viajar no voo da TACV para Lisboa. Optou pela TACV porque lhe pediram 92 mil escudos por um voo directo São Vicente / Lisboa enquanto pagou 48 mil escudos no trajecto São Vicente / Sal / Lisboa / Sal / São Vicente. “ Não dá nem para pensar. A diferença de preço é abismal, por isso optei pelo voo com escala no Sal “. Mas considera que “ voltamos aos anos 90 quando não tínhamos aeroporto internacional em São Vicente, porque com “esse assalto a mão armada praticada pela TAP” nos preços dos voos vamos sempre optar pela opção da TACV”.

Carlos fez todas as contas e com estadia em uma residencial média, alimentação e transportes acabou por gastar nas duas noites que passou no Sal cerca de 11 mil escudos. Assim o custo da passagem ficou em cerca de 59 mil escudos. E se este caminho for seguido pela maioria das pessoas de São Vicente e Praia que vão viajar para o estrangeiro faz todo o sentido a pergunta: Para que servem hoje os aeroportos internacionais da Praia e São Vicente? E José Carlos, que fez o trajecto Fortaleza / Sal/ São Vicente / Praia pergunta “ para quê andaram a investir milhões nos aeroportos internacionais para hoje serem usados pelos nacionais apenas em voos domésticos e serem usados só por companhias estrangeiras “

Maria Assunção diz que “ há um retrocesso. È uma violência contra o consumidor obrigar alguém a esperar mais de 24 horas para ter um voo de ligação “ . Diz que chegou de Lisboa no voo da TACV as 20 H e só teve voo para São Vicente no dia seguinte ás 19 H. Frederico diz que “ não quero nem ver o caos que vai ser nos meses de Julho / Agosto / Setembro com os nossos emigrantes, mais turistas á espera de voos internos para chegarem ao seus destinos “ Considera que “ é era preciso fazer algo para por fim ao problema que a TACV provocava á economia do Pais, mas não concordo que isso seja feito a custa e do sacrifício do utente que perdeu em comodidade, preço e sobretudo em tempo “

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