Jorge Santos  “É preciso tomar medidas urgentes para salvar o gado e evitar-se  uma catástrofe no Maio  “

10/05/2018 07:42 - Modificado em 10/05/2018 07:42

O presidente da Assembleia Nacional disse hoje, na ilha do Maio, que as autoridades, centrais e locais, devem encontrar “medidas urgentes” de salvamento do gado a fim de se evitar “uma catástrofe na ilha”.

No final de uma visita de três dias ao Maio, em que Jorge Santos deslocou-se a todos os povoados da ilha, o presidente da Assembleia Nacional (AM) disse ter constatado “uma grande fragilidade dos criadores”, bem como a situação em que se encontra o gado na ilha, conforme avançou,  a dar “sinais visíveis de má nutrição”.

“Diria até de fome, porque há falta de água, de pasto e até de ração”, reforçou a mesma fonte.

Conforme Jorge Santos, o gado “está magro” e já “não está a  produzir nem carne, nem leite e sem condições de ser abatido”, por isso é preciso “salvá-lo antes de morrer”.

O presidente da AM, que esteve na ilha para  a realização do parlamento aberto, disse ainda que o problema já ultrapassa o mero apoio com a ração, visto que os  agricultores e criadores “sentem-se fragilizados”.

“Estou em crer que a câmara municipal e o Governo estão sensibilizados e junto com a associação dos criadores  trabalharem  para encontrar soluções urgentes para mitigarem essa situação, antes que aconteça uma catástrofe nacional”, reforçou.

Aquele representante disse ainda que durante a visita aos povoados da ilha constatou “a situação  difícil” por que passam os carvoeiros que estão a solicitar a melhoria no acesso a floresta para produzirem carvão, bem como a diminuição das taxas que lhes são cobradas, principalmente nesta época “difícil” que se vive na ilha.

“Esses carvoeiros, num total de 128, também são agricultores e criadores de gado e é tudo uma forma de mitigação dos efeitos do mau ano agrícola e aqui não se pode falar da resiliência, porque já estão no limite das suas   resiliências e das suas capacidades de resistência”, notou Jorge Santos.

O problema dos cães vadios, por outro lado, segundo o presidente da Assembleia Nacional. Foi apontado pelos maienses como um dos “principais constrangimentos”, tendo em conta que nos últimos meses “centenas de cabeças de gado caprino foram dizimados pelos cães vadios”.

Neste particular, Jorge Santos avançou que as Forças Armadas e as autoridades nacionais já estão a mobilizar  um plano de emergência a nível nacional para a caça e o abate desses animais selvagem

Jorge Santos avançou ainda que  durante a sua visita os criadores propuseram a possibilidade   de bonificação de 50 por cento (%) na ração que está sendo bonificado pelo Governo.

Inforpress

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