Direcção-Geral dos Desportos e Federação Cabo-verdiana de Surf assinam primeiro contrato-programa

10/05/2018 07:37 - Modificado em 10/05/2018 07:37

De acordo com a Direcção-Geral dos Desportos, a FCS estará já em condições de assinar nos próximos dias o referido contrato-programa no valor de 1.500.000$00 (mil e quinhentos contos), o que permitirá alguma margem para materializar os projectos mais imediatos para esta época desportiva.

Esta será a assinatura do primeiro contrato-programa de sempre com a recém-criada federação no âmbito de “acarinhar” e “estimular” o desenvolvimento do surf e do bodyboard que também está englobado nas responsabilidades da mesma.

Entre os projectos mais imediatos para esta época desportiva, encontra-se o Campeonato Nacional de Surf e Bodyboard cuja ideia é, assim como aconteceu na edição de 2016 com três etapas, realizar a competição em, pelo menos, duas etapas que seriam no Tarrafal de Santiago e Ponta Preta/Santa Maria, no Sal. Tudo, claro, dependerá das condições financeiras.

A nível das competições internacionais, a FCS planeia a participação de uma selecção cabo-verdiana no próximo Campeonato Africano em Marrocos que será em Setembro com atletas masculinos seniores e juniores em surf e bodyboard.

De acordo com a mesma fonte, “uma possibilidade é a participação, pela primeira vez, de um cabo-verdiano no próximo campeonato mundial de stand up padlle (modalidade com prancha e remo) a acontecer no final deste ano no Brasil, estando a FCV em conversações avançadas com Airton Cozzolino, kitesurfista profissional e que é também um exímio paddler, para representar Cabo Verde nesta prova que acontece de 23 de Novembro a 1 de Dezembro, na cidade de Búzios”.

Na passada segunda-feira, o Director-Geral dos Desportos, Anildo Santos, recebeu o Presidente da Federação Cabo-verdiana de Surf, Emanuel Silva, e durante o encontro elogiou a visão do futuro plasmado nos programas e plano de actividades da FCS que considerou um “plano estratégico para muitos anos” e apreciou e encorajou a perspectiva de aposta na formação, tanto de quadros técnicos (treinadores e júris) com o intuito de promover e desenvolver não só as competições regionais e nacionais como, sobretudo, o surgimento e consolidação de escolas das modalidades.

“Nesta geração poderemos não ter um campeão do mundo, mas se conseguirmos implementar isto, certamente estaremos a preparar campeões no futuro”, sublinhou Emanuel Silva.

Inserido no projecto de formação de base, a FCS prevê a realização de um campeonato nacional juvenil com quatro representantes de cada ilha e que deverá acontecer na ilha do Sal em Setembro.

O projecto, inclusive, terá uma forte vertente social e educativa com vista a estimular as crianças praticantes a conciliarem o desporto com a escola.

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