PN  reforça policiamento diurno com recurso aos agentes da BAC

10/05/2018 07:31 - Modificado em 10/05/2018 07:31
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O Comandante da Polícia Nacional, Alírio Correia e Silva, explica que a Polícia Nacional em São Vicente tem adoptado uma nova estratégia, “num momento em que é necessário garantir a segurança pública e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Este tema vem dos rumores do desmantelamento da Brigada Anti-crime (BAC).

“O Comando Regional tem a sua estratégia que, neste momento, está voltada para as pessoas e os assaltos que têm acontecido”, como explica o Comandante, sublinhando que os telemóveis são um dos objectos mais furtados. A estratégia do Comando passa por um maior policiamento na via pública. “Fizemos de tudo para termos mais presença de patrulheiros na rua, principalmente no período diurno. Acontece que adoptámos uma nova estratégia pelo que a BAC já não funciona apenas de noite, mas também de dia”. Segundo informações do Comandante Regional da PN, o policiamento diurno está a ser reforçado com o patrulhamento a pé nas ruas por elementos da BAC.

Segundo a escala apresentada pelo Comandante, existem três grupos: um trabalha durante o dia, outro à noite e outro ainda, de madrugada, com posicionamento nas zonas de maior concentração de pessoas como escolas, mercados, sendo a movimentação maior com crianças, jovens e idosos a circularem nas ruas.

“Se os crimes são mais de dia, temos de rever as coisas. O nosso objectivo é que os cidadãos possam fazer a sua vida em segurança”, afirma Alírio Silva, acrescentando que é necessário dar “satisfação à demanda social”.

Para Alírio Silva falar em desmantelamento é ma fé. “Estamos aqui para servir a comunidade e com uma intervenção de proximidade onde o polícia tem de estar mais perto do cidadão e a identificação polícia-cidadão tem de ser plena para que haja maior segurança”.

Essa medida adoptada pelo Comando de São Vicente vai continuar até segunda ordem e, dependendo da dinâmica social, pode-se alterar, mas segundo o Comandante, neste momento, é o que se pede: “uma presença da polícia mais perto do cidadão”. O mesmo considera que o plano tem decorrido muito bem com redução do número de assaltos, “apesar do cidadão dever conservar melhor os seus bens”.

Acredita que estar mais perto do cidadão faz com que a intervenção seja mais rápida, embora a aposta seja na prevenção. Não apenas para repor a ordem, mas para a manter.

Para manter este plano, o Comandante avança que está a reduzir o pessoal que trabalha dentro das esquadras para que haja um maior número a fazer o patrulhamento nas ruas. “Aos domingos, por exemplo, não se viam polícias na rua, mas hoje já se podem encontrar. Pode-se dizer que não se justifica, mas a segurança não se mede pelo silêncio de um dia”.  

Alírio Silva perspectiva que espera um reforço de efectivos e avança que vai aumentar o patrulhamento nas zonas para que haja uma protecção devida e, assim, cumprir o desígnio de servir a comunidade.

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