Aumento dos  preços: “os produtos num dia custam um valor e no dia seguinte custam mais sem nenhuma explicação”

7/05/2018 07:24 - Modificado em 7/05/2018 07:24
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Os preços. Um problema antigo, mas sempre presente nos consumidores. O sentimento que tem ficado é de um aumento constante. Em conversa com alguns consumidores, estes retratam uma existência de aumento constante. Uma questão que se reflecte na quantidade de produtos adquiridos a cada viagem às lojas. Uma preocupação aliada a outras, por outras palavras, “o dinheiro não tem rendido”. Neste sentido, alguns consumidores afirmam que nas idas às lojas adquirem apenas os bens essenciais de primeira necessidade, sem espaço para mais gastos. E, neste particular, o sentimento é que esses bens têm ficado mais caros.

Um aumento que vai acontecendo de forma gradual, de forma subtil, pois “os produtos num dia custam um valor e no dia seguinte custam mais”, como sublinha Maria Pedro. Esta dona de casa fica um pouco apreensiva com este aumento gradual. Ela confecciona produtos para venda como donetes, iogurtes caseiros e outros para prover às necessidades da sua família, utilizando produtos de primeira necessidade e que têm sentido o aumento dos preços. E não é a única a sentir este aumento. Carla Cruz também faz esta mesma constatação. “Não é novidade para ninguém que os preços têm subido e basta ir a uma loja para verificar este facto”.

Com esta constatação, o aumento do custo de vida traz algumas preocupações. “Com este andamento, vai chegar um dia em que o salário não vai dar para viver, não só para mim, mas para todos. Principalmente os que não recebem muito”, afirma Odete Silva. “As pessoas têm tido dificuldade em viver e quando pensamos que podemos melhorar, os preços aumentam. Torna-se difícil viver assim sendo filho de pobreza”, adianta Jorge Soares.

Outro produto cujo aumento dos preços é revelado é os combustíveis. Neste particular, o aumento, ainda que ligeiro, é anunciado pela Agência Reguladora. Neste aspecto, os aumentos “já são normais”, como avança Jaílson Dias. Mas não quer dizer que é aceite de forma tranquila. E não há muita fé que os preços possam descer. Como revela, não são poucas as vezes em que os preços dos combustíveis descem, mas agora, aumentam “sempre”. Facto que deixa preocupados os condutores que não podem fugir do pagamento, pois, ou se vai no preço ou não se anda de carro.

O aumento dos preços tem sido preocupação e a questão tem sido o aumento dos salários que não se verifica. O pedido é que seja revista esta situação de forma a não sobrecarregar demais os consumidores.

 

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