Vigilantes de segurança privada ameaçam com  greve nacional

7/05/2018 06:31 - Modificado em 7/05/2018 06:31
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Os vigilantes das empresas de segurança privada ameaçam realizar uma greve a nível nacional para os dias 17, 18 e 19 de Maio para exigir o cumprimento do Acordo de Trabalho Colectivo e a grelha salarial para além da portaria de extensão do Governo para a sua entrada em vigor.

A informação foi avançada pelos delegados sindicais em São Vicente que asseguram que, apesar das muitas reivindicações, manifestações e ameaças de greve que não se concretizaram, é desta que os vigilantes partirão para a greve apoiados pela direcção dos sindicatos que representam a classe e que reforçou que a greve é “a favor dos vigilantes”, pois os mesmos vivem uma “situação precária” em relação ao salário e outras condições de trabalho que “necessitam de melhoramentos”.

Em face desta situação, o SIACSA e os demais sindicatos do sector da segurança privada, juntamente com os vigilantes, estão a organizar as formas de luta mais adequadas para fazerem face aos problemas dos trabalhadores que estão por resolver.

“Perante a hipotética circunstância dos vigilantes não verem o seu salário melhorado este ano e após terem optado por fazerem uma manifestação pacífica em finais de Abril para repudiar a atitude e o comportamento da Direcção-Geral do Trabalho e do Governo que se consubstanciam em negligência e ineficiência dessas duas entidades, avisamos que a luta dos vigilantes vai continuar e que o próximo passo será uma greve nacional”.   

Em entrevista telefónica com o Presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins, SIACSA, Gilberto Lima, este garantiu-nos que a iniciativa partiu dos próprios vigilantes e que será entregue, esta segunda-feira, um pré-aviso de greve às entidades empregadoras.

“O SIACSA não queria uma greve neste momento porque irá trazer graves complicações para ambos os lados, mas tendo em conta a morosidade das entidades empregadoras em resolver esta situação, bem como da Direcção de Trabalho na criação da comissão paritária e do Governo em avançar com a portaria de extensão, não vemos outra solução a não ser, uma vez mais, entregar este pré-aviso de greve”, diz Gilberto Lima, adiantando que os “trabalhadores estão a ser martirizados desde 2004” e que está na altura “de resolver o problema”.

A Convenção Colectiva de Trabalho estabelece que o salário base dos vigilantes das empresas de segurança privada vai passar de menos de 15 mil escudos para 17 mil escudos a partir de 2018,  valor acordado depois de várias negociações entre as empresas de segurança privada e os sindicatos com a mediação da Direcção-Geral do Trabalho.

De realçar que os vigilantes de segurança tinham agendado uma greve de três dias, com início no dia 29 e término no dia 31 de Março que acabou por não se realizar.

 

 

 

 

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