Liberdade de imprensa: o panorama actual é complexo

4/05/2018 00:56 - Modificado em 4/05/2018 00:56

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, na sua nota alusiva ao dia, o Presidente da República Jorge Carlos Fonseca avança que é um dia para reflectir sobre o papel da imprensa livre enquanto pilar da democracia e uma das bases do Estado de Direito Democrático. O panorama actual é complexo com a quantidade de informações a circular no mundo “sem o devido tratamento por parte dos profissionais e do público receptor”, aponta o Presidente como sendo um dos grandes desafios do nosso tempo. “As sociedades actuais precisam cada vez mais do rigor, da ética e do profissionalismo dos jornalistas, para garantirem uma informação livre, segura e fidedigna, esteio das liberdades democráticas e ao serviço dos cidadãos”.

A atenção do Presidente volta-se para as mudanças no panorama socioeconómico nalguns países que levaram à concentração dos órgãos de comunicação em grupos económicos ou, como no caso de Cabo Verde, onde o Estado é o maior empregador de jornalistas. Situações que podem favorecer “em tese”, algumas limitações no exercício e desempenho livre da função de informar. Ainda em tese, o jornalismo de investigação pode ver restrito o seu espaço de acção e de intervenção, sublinhando a importância do jornalismo investigativo na fiscalização num Estado Democrático.

“Cabo Verde tem feito um caminho sólido e tem vindo a impor-se em lugares de destaque no que respeita à liberdade de imprensa no continente africano e no mundo. Não estranha pois, que a esmagadora maioria do nosso povo defina, sem quaisquer equívocos, o sistema democrático como o melhor, ainda que deva ser permanentemente aperfeiçoado e aprofundado”.

Para Jorge Carlos Fonseca, “a democracia não pode existir sem a liberdade de imprensa e esta não vive sem a democracia”. E reconhece o trabalho feito pelos jornalistas que desempenham as suas funções em condições nem sempre as mais desejáveis.

O Dia da Liberdade de Imprensa foi instituído pela UNESCO em 1993 para alertar sobre as atrocidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados ou assassinados como consequência de perseguições no exercício das suas funções. E reconhece, baseado em relatórios internacionais que a liberdade de imprensa nunca esteve tão ameaçada como nos dias de hoje.

 

  1. Maria José

    “A presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), Carla Lima, disse ontem, 03, na Cidade Velha, que nunca a liberdade de imprensa esteve tão ameaçada no país como agora, devido à tentativa dos poderes instituídos de condicionar a liberdade dos jornalistas”.
    A Liberdade de imprensa está tao mal como a presidente da AJOC. Uma senhora tendenciosamente PAICV, que nunca abriu a boca durante os 16 anos que o PAICV/GC esteve no Governo, de 2001 a 2016 e agora vem com essas tretas. Deveria cuidadr de marcar as eleicoes que deveriam ter acontecido há mais de um ano, de prestar contas aos associadfos, o que nunca fez durante a sua gestao e de por ordem na casa onde os Jornalistas nao sabem se quer escrever português. Aliás assim como sua Presidente da AJOC.

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