Dia do Trabalhador: aumento dos salários para regular poder de compra

2/05/2018 06:52 - Modificado em 2/05/2018 06:52

O Dia do Trabalhador foi instituído como um dia de luta e revindicação dos direitos dos trabalhadores. Uma oportunidade para demonstrar o próprio descontentamento ou contentamento sobre as condições de trabalho. Em Cabo Verde é visto como um feriado, uma oportunidade para descansar e estar juntamente com os amigos. No início de 2018, em continuidade com o que aconteceu em 2017, várias classes têm reivindicado, juntamente com os sindicatos, a melhoria das condições de trabalho. Anúncios de greve, de suspensão de greve, de manifestações, são alguns métodos utilizados por alguns cidadãos para exigirem uma melhoria nas suas classes de trabalho.

A retrospectiva sobre o mercado de trabalho não é a das melhores. Em entrevista com alguns trabalhadores sobre o Dia do Trabalhador, o sentimento é que as pessoas o usam de forma correcta para descansarem e prepararem-se para o dia de trabalho. Sobre esse dia, Alcides Neves avança que as pessoas fazem bem em descansar porque é um descanso merecido, no sentido que as pessoas têm trabalhado mas a situação está ficando mais difícil de dia para dia.

A questão do salário tem sido uma reivindicação de várias classes profissionais. E muitos pensam que estas questões são justas, devido ao aumento dos preços dos produtos. “Tudo tem subido menos o salário dos trabalhadores e isto tem tornado a vida das pessoas mais difícil”, avança Sandra Pires. Neste ponto, Eurico Fortes também partilha a mesma ideia. “As coisas têm-se complicado para os trabalhadores porque não aumentam o salário e vemos os preços a aumentar todos os dias e sentimos a situação cada vez mais difícil dia por dia. Pelos vistos somente vai complicar ainda mais”.

A questão da possibilidade de conseguir satisfazer as necessidades pessoais e familiares é o propósito das pessoas que trabalham, argumenta Eduardo Ferreira e, neste sentido, sente que ao ritmo que os preços e serviços têm aumentado, vai chegar um momento em que não se “sabe o que pode acontecer”.

Esta é uma reivindicação quase geral: a melhoria dos salários. Este ponto é visto principalmente pelos que recebem salários mais baixos, baseado no tipo de trabalho realizado. Mas a ideia é que todos possam ter um trabalho e viver de forma normal satisfazendo as próprias necessidades. Neste ponto, Gerson Silva diz que sente que há muitos trabalhadores que se esforçam muito mas não conseguem o rendimento justo.

O pedido de Carla Nascimento é que as autoridades possam trabalhar no sentido que haja trabalho e que as pessoas possam receber um salário justo que as possa “verdadeiramente ajudar a satisfazer as necessidades”. Este pedido é generalizado, no sentido que as pessoas possam receber um salário que ajude a compensar o aumento dos preços e que estes também possam continuar dentro dos limites das possibilidades das pessoas.

 

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