UNTC-CS diz que a situação laboral no país continua preocupante

2/05/2018 06:37 - Modificado em 2/05/2018 06:37
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No momento de mais um Dia Mundial do Trabalhador, a UNTC-CS considera que a situação laboral no país continua preocupante para todos os trabalhadores. “De uma maneira geral para todos e, em particular, para os trabalhadores da função publica que desde 2005 têm os seus salários congelados. Tanto a função pública como o sector privado não registam aumentos salariais, tendo em conta que dizem padecer das mesmas dificuldades que o Estado”, explica Joaquina Almeida, Secretária-Geral da UNTC-CS.

A mesma assegura ainda que existe actualmente uma reflexão constante da classe trabalhadora com destaques para os ganhos.

No entanto, destaca aquilo que considera terem sido ganhos importantes como o aumento do salário mínimo nacional, bem como o subsídio de desemprego e a sua implementação. Isso numa altura em que diversos sindicatos nacionais afirmam que não existem momentos para celebrações, enquanto os problemas laborais dos trabalhadores das diferentes funções não forem resolvidos.

Por seu lado, Joaquina Almeida, na sua mensagem para marcar o 1º de Maio, lamenta que a tradição reivindicativa como as manifestações esteja a acabar. “Com muita tristeza, constatámos isso, porque os empregadores estão a utilizar os trabalhadores para patrocinar passeatas, piqueniques, tentando calar os trabalhadores”, critica esta sindicalista que realça, no entanto, que isso acontece porque “os trabalhadores, ávidos por uma descontracção, aceitam estas situações quando deveriam dizer que têm a responsabilidade de reivindicar os próprios direitos”.

No entanto, garante que a UNTC-CS vai reafirmar a “nossa exigência salarial de 2,5% apesar do Governo estar a dizer que tem pouca disponibilidade orçamental. Preocupa-nos a taxa do desemprego jovem que continua a subir em todo o país”.

Essa data, o 1 de Maio, é celebrada um pouco por todo o mundo. Uma homenagem aos trabalhadores que no século XIX perderam a vida para melhorar os direitos dos trabalhadores, no que concerne um marco importante que é a luta pelas oito horas de trabalho, marco que todos nós, hoje, passamos a ter, destaca Almeida.

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DGT considera o diálogo como algo fundamental no sucesso do mundo laboral

A Direcção-Geral do Trabalho considera que um dos maiores desafios pelos quais a instituição passa no momento em termos laborais, é o problema nacional que é a falta de recursos humanos.

No entanto, a Directora-Geral do Trabalho, Isilda Gomes, diz que o problema está a ser resolvido com a entrada de dois técnicos e estão a equacionar a contratação de mais dois. A melhoria do serviço de atendimento, a eficiência nas questões de negociações, as formações aos técnicos para melhorar a sua capacidade e a aquisição de novos conhecimentos, são todas situações que vão sendo resolvidas paulatinamente.

Em referência à relação com os sindicatos, Gomes diz que é uma relação de reciprocidade, com uma boa parceria que funciona de uma forma tripartida a nível laboral, com a entidade empregadora, a Direcção de Trabalho e os sindicatos. “Estamos a fortalecer esta parceria com formações e capacitações em conjunto para, principalmente, haver um diálogo social”, afirma esta responsável que diz que a DGT está a trabalhar uma aproximação maior com os sindicatos.

“Estamos a melhorar cada vez mais a questão do diálogo, uma vez que temos o trabalho de conciliador de mediação. Aproximarmo-nos dos trabalhadores, da entidade empregadora, porque temos de ter um pouco de sensibilidade para atender ambas as partes e trabalhar na resolução dos conflitos”, conclui Isilda Gomes.

Considerações feitas durante uma jornada realizada na cidade da Praia para assinalar o Dia Mundial do Trabalhador que contou ainda com uma feira de informações e esclarecimentos sobre direitos e deveres do trabalhador

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