Bombeiros Municipais suspendem greve de três dias

30/04/2018 00:48 - Modificado em 30/04/2018 00:48
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Bombeiros Municipais de São Vicente suspendem greve de três dias, agendado para esta segunda-feira, 30 de Maio e nos dias 01 e 02 de Abril.

O representante do SIACSA em São Vicente Jailson Aguiar, diz que a greve será suspensa temporariamente para uma análise exaustiva das afirmações proferidas pelo Vereador da Câmara Municipal de São Vicente, José Carlos da Luz em relação à greve, onde este garantiu em entrevista a este online, que os Bombeiros Municipais de São Vicente não tinham motivos para entrar em greve

Em resposta a estas declarações, Jailson Aguiar diz que o vereador em causa, “não sabe e em quer saber das dificuldades da função que desempenham. Os bombeiros devem ter a mesma oportunidade quer em termos salariais quer em termos de condições de vida e do trabalho. E mais, vinte bombeiros é um número irrisório para cobrir uma população de cerca de 80.000 mil pessoas em São Vicente”.

Em relação a existência de uma conciliação, onde se tinha chegado a um entendimento, assegura no entanto que “nunca houve entendimento. Para tal tinha que ter algo assinado e como não houve acordo, manteve-se a decisão de ir para a greve, que agora foi suspenso”.

No ponto 1 – Enquadramento dos BMSV no PCCS, conta que “como disse o vereador que a CMSV, não tem PCCS e como alternativa propomos a CMSV, que observasse o Regulamento Interno até que saísse o Estatuto Nacional da Classe, e este deixou bem claro que não o fariam, deixando os bombeiros na mesma posição”.

“O SIACSA entregou um caderno reivindicativo, em Março e que nunca obtiveram resposta, desconsiderando a classe como tem sido hábito”, salienta este delegado sindicalista que diz que a CMSV quis atender de imediato alguns pontos do documento, dando ideia de estarem a trabalhar para melhorar as condições da classe”.

Diz que durante a reunião na Direcção Geral do Trabalho, nunca se falou se para o ano iria ter um aumento de efectivos, o que no seu entender deixa transparecer que foi apenas uma forma de escapar ao que está sendo reivindicado pela classe.

E continua afirmando que os bombeiros de são Vicente nunca pediram salários iguais aos da ASA e sim um princípio de igualdade de oportunidade. “Se o contrato que a ASA fez com os bombeiros da Praia e os de São Vicente, como é que pode haver tratamento diferenciado entre as duas corporações, que prestam o mesmo serviço”, questiona.

E em relação do suposto dinheiro desaparecido na corporação dos “soldados da paz” em São Vicente, questiona como pode o vereador acusar os BMSV, se não tem provas concretas sobre o caso que está sendo investigado pela Policia Judiciária.

Diz ainda que os bombeiros são livres para escolherem seu sindicato para representar a classe sem prejuízo pela sua preferência na sua filiação sindical e que se a CMSV não quer receber o SIACSA, “isso é problema deles, porque os bombeiros já fizeram a sua escolha. “Nisso o vereador está dando ideia que querem escolher quem deve representar os bombeiros”

 

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