Trabalhadores do ICCA em São Vicente em greve

27/04/2018 17:38 - Modificado em 27/04/2018 17:41
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Funcionários do Instituto da Criança e do Adolescente entraram em greve esta sexta-feira reivindicando, enquadramento do Plano de Cargo, Carreira e Salário – PCCS, vínculo laboral e eliminação da precariedade do emprego.

Na falta de entendimento entre sindicatos representativos e o conselho de administração do ICCA, sobre o processo de PCCS dos trabalhadores desta instituição, entraram em greve por um período de 24 horas.

Reunidos à frente da sede do ICCA em São Vicente, os trabalhadores deixam bem claro, que não estão a pedir o aumento salarial, mas sim uma forma de mostrar a sua revolta a um aditamento que num dos pontos do documento diz que o vínculo laboral em vez de converter-se num contrato em tempo indeterminado a partir de 05 anos de serviço, foi estabelecido que o funcionário terá um vínculo laboral com a instituição,  após 15 anos de serviço.

E que segundo, os trabalhadores e o sindicato contradiz tudo o que foi acordado entre as partes.

Para Eduardo Fortes do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Interna, está na lei que o vínculo laboral torna-se definitivo a partir de 05 anos e não 15, como o ICCA quer. “Está na lei e todos sabemos disso e o ICCA devia saber”, critica.

De acordo com o sindicalista Eduardo fortes, a razão principal que levou aos trabalhadores a aderirem a greve tem a ver com a não implementação do PCCS, que desde de 2016, os trabalhadores estão a espera que seja implementado.

“Em 2015 negociamos essa situação, para ser implementado em 2016, mas não aconteceu e houve uma expectativa de reclassificação profissional e desbloqueio de progressões, da eliminação de precariedade do emprego, mas nessa altura este processo não se avançou, retomamos esta questão me 2017, foi negociado e que seria implementado em Janeiro de 2018. E estamos em finais de Abril e isso ainda não aconteceu”, aponta.

diz ainda que, a atitude do ICCA  é de “desconsideração” e as pessoas tem que ter em mente que governar e dirigir uma instituição deve ser de “cara para os trabalhadores e não de costas voltadas”.

Indica ainda que foi acordado que em cada 05 anos haveria uma progressão, no limite de 04 progressões. E a instituição em desrespeitando o acordo, declarou que estas também só aconteceriam para quem tem 15 anos de serviço. “Não compactuamos com isso”.

Por isso, afirma que “fizemos um pedido de impugnação junto do Supremo Tribunal de Justiça a esse aditamento”.

Segundo este sindicalista o ICCA tem 129 trabalhadores a nível nacional, e a maioria tem vínculo precário.

Elvis Carvalho

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