Olavo Correia: “Estamos a criar as condições para que o sector privado tenha acesso ao financiamento”

27/04/2018 00:17 - Modificado em 27/04/2018 00:17
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O Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, defendeu esta manhã, que o Governo mantém o desiderato de “duplicar a dinâmica de crescimento e o crédito à economia” e enfatizou que este Executivo está firmemente a criar as condições necessárias para que o setor privado tenha acesso ao financiamento. O titular da pasta das Finanças fez estas declarações, esta manhã, após a assinatura de um protocolo ao qual chamou “pacto” de financiamento num valor de 5.000.000.000$00 (cinco milhões de contos) entre o Estado, a Banca, as Câmaras de Comércio e do Turismo.

“A missão do Estado é criar o ecossistema e dar as oportunidades para aqueles que queiram criar valor. É exatamente isso que estamos a fazer e hoje demos mais um importante passo, sendo certo que vamos deixar a gestão dos riscos com a Banca que já tem experiência comprovada, e o Estado entra supletivamente neste processo como garante da operação, bonificando 50% dos juros, desde que os projetos tenham qualidade e tenham sido positivamente avaliados por quem domina o negócio da gestão dos riscos”. 

Este pacote engloba ainda outras vantagens, como a garantia do Estado em até 50% do valor do crédito concedido; prazo máximo de reembolso de 15 anos, incluindo um período máximo de carência de três anos; um desconto de 25% nas comissões a cobrar pelo banco às empresas, integrado no preçário em vigor para as operações em causa, entre outros.

 Olavo Correia enfatizou que o Executivo está a contar com uma forte parceria do setor privado, até porque se trata de uma questão que é considerada como crucial para a melhoria do ambiente de negócios do país. Pelo que defendeu ser necessário a mudança do estado das coisas. O Governante sublinhou, entretanto, que o Governo vai acompanhar de perto a evolução deste produto, de modo a poder ajustar o modelo, em função da evolução do mercado. “Queremos que os privados que tenham bons projetos, um bom quadro de gestão e que queiram comprar riscos, possam ter acesso ao financiamento. Isto é muito importante para a dinamização da nossa economia e, entre outros, fomentar a criação de emprego. Este projeto terá, entretanto, que ser gerido numa lógica de responsabilidade para que esta parceria possa dar os frutos desejado”.

 

 

O protocolo foi assinado pelo Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, em representação do Governo, os bancos da praça (Banco BAI Cabo Verde; Banco Cabo-verdiano de Negócios- BCN; Banco Comercial do Atântico – BCA; Banco Interatlântico –BI; Banco Internacional de Cabo Verde – BIC; Caixa Económica de Cabo Verde; Ecobank Cabo Verde), a Câmara de Comércio Indústria e Serviços de Sotavento, a Câmara de Comércio de Barlavento e a Câmara de Turismo.

O acto foi presidido pelo Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva.

 

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