Insegurança na ilha do Sal domina sessão descentralizada da Assembleia Municipal realizada em Palmeira

27/04/2018 00:03 - Modificado em 27/04/2018 00:03

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Os eleitos municipais da ilha do Sal manifestaram, esta quinta-feira, a própria preocupação com o cenário de insegurança na ilha que vem “ganhando” contornos com “alguma gravidade”, pelo que exigem do Governo medidas para garantir a tranquilidade e protecção da população.

Esta inquietação foi manifestada durante a VIII Sessão Ordinária da Assembleia Municipal do Sal que vai decorrer durante dois dias na Casa dos Pescadores em Palmeira, no âmbito da descentralização dos trabalhos deste órgão deliberativo.

“A situação de insegurança vem ganhando contornos de alguma gravidade que se traduzem em roubos e assaltos nas vias públicas e nas praias a qualquer hora do dia e da noite, violência contra cidadãos residentes, assaltos a turistas em excursões pelos diversos pontos da ilha (…)”, adianta João Rocha, deputado da bancada do Movimento para a Democracia (MpD).

Afirma, por isso, a necessidade do aumento de efectivos policiais na ilha, do reforço de meios materiais nas esquadras e de patrulha e do controlo da entrada de passageiros no Porto da Palmeira, entre outros auxílios.

Por sua vez, a líder da bancada do PAICV, Kátia Carvalho, diz que apesar do cenário preocupante que se vive, é necessário unir vozes, mobilizar e protestar para chamarmos a atenção sobre a insegurança, pois o Governo, que deve garantir e promover a segurança, teima em fingir que tudo está bem, que já mobilizou os recursos, que está a elaborar planos, que a justiça funciona inibindo a prática de crimes.

“Mas a verdade, a realidade do país sem marketing, sem mordaça e sem demagogia, são relatos crescentes e assustadores de assaltos a pessoas e a residências, a estabelecimentos comerciais e a turistas, desaparecimento de pessoas, crimes de natureza sexual contra menores e até decapitação”, apontou, apelando a uma “urgente” intervenção do Governo com vista a combater a situação que, conforme disse, poderá ser “desastrosa e com impactes irreversíveis a médio prazo”.

Também o único deputado da UCID, Luís Delgado, manifestando a mesma preocupação, lembrou que um dos desafios propostos pela edilidade era a questão do saneamento e da segurança na ilha e que, quanto à limpeza, “está a ser conseguida”, mas já em termos de segurança “está-se bem longe”.

“Não obstante a Câmara ter contribuído bastante para garantir a segurança na ilha, o Governo ter aumentado o número de efectivos, o facto é que a insegurança na ilha tem aumentado consideravelmente. Portanto, algo não funciona bem. E tudo leva a crer que a situação vai agravar-se, não só no Sal, mas em todo o Cabo Verde, colocando em causa a economia e sustentabilidade do país. Algo tem que ser feito”, acautelou Luís Delgado.

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