São Vicente:  Vigilantes de segurança privada vão se  manifestar

26/04/2018 06:54 - Modificado em 26/04/2018 06:54
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Prevista uma manifestação dos vigilantes de segurança privada em São Vicente para o final deste mês, 30 de Abril, para além da previsão de entrega de um pré-aviso de greve para o dia 15 de Maio. A informação foi avançada pelo Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins, SIACSA.

O SIACSA exige o cumprimento do Acordo de Trabalho Colectivo e a grelha salarial e também a portaria de extensão.

Os vigilantes contactados por este online dizem que agora, e mais do que nunca, vão lutar pelos seus direitos e pela dignificação da classe.

A entrada em vigor da nova grelha salarial para 1 de Janeiro de 2018, constituiu uma grande vitória dos sindicatos para os vigilantes de segurança privada, conforme afirma o SIACSA.

No entanto, até agora, os trabalhadores ainda não começaram a usufruir da nova grelha salarial estabelecida no Acordo Colectivo de Trabalho e, segundo a Associação Nacional de Empresas de Segurança Privada, não obstante o reconhecimento que o serviço de segurança privada é “um serviço árduo e de muita responsabilidade”, diz que o Estado tem que ter atenção, que é o momento de se criarem as condições para que os vigilantes, os profissionais das empresas de segurança privada, tenham um salário justo e adequado à tarefa que fazem.

Ou seja, agora, o ACT tem de correr os seus “trâmites normais até se alcançarem os objectivos preconizados, sobretudo na criação de condições para as empresas aplicarem a nova grelha salarial, cobrando os valores previstos no referido acordo”.

E tendo sido publicado no B.O o que já foi o acordo, vai-se constituir a Comissão Paritária que tomará a decisão sobre as condições de aplicabilidade da tabela salarial, segundo a ANESP.

E por seu lado o SIACSA diz que de momento, os vigilantes estão à espera que se cumpra o acordado. “Estão tentando desviar a atenção de que a Comissão Paritária tem as responsabilidades na implementação da grelha salarial”. E questiona, no entanto, se a grelha publicada no Boletim Oficial não serve. Reconhe, no entanto, que as empresas devem trabalhar junto das entidades onde prestam serviços para a obtenção dos valores a serem cobrados para a prestação de serviços e, com isso, responder aos compromissos assumidos.

Gilberto Lima defende ainda que o Governo também deve fazer respeitar o sector, ou seja, deixar sair uma portaria de extensão para que todas as empresas estejam em condições de igualdade.

É de se esclarecer que o Governo deve avançar, caso assim entender, com a publicação de uma portaria de extensão e, após isso, o Estado e as empresas/clientes terão de aumentar os valores que têm vindo a pagar por posto de 24 horas, a fim de se criarem as condições financeiras às empresas para passarem a pagar os salários acordados.

Em Cabo Verde existem actualmente 16 empresas de segurança privada, 11 das quais integram a associação do sector.

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