Apenas 35% dos cabo-verdianos consideram que a regionalização é prioritária

26/04/2018 06:58 - Modificado em 26/04/2018 06:58
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Apenas 35% dos cabo-verdianos consideram que o Governo deve priorizar a regionalização no rol das necessidades do país e 40% não têm posição formada.

Estes dados que constam do estudo da Afrosondagem sobre a qualidade da democracia e da governação em Cabo Verde, realizado em 2017 e divulgados hoje, apontam que 24% dos inquiridos posicionaram-se contra a regionalização, facto que leva os promotores deste estudo a considerarem que a regionalização é ainda um tema desconhecido para grande parte dos cabo-verdianos.

No que se refere aos potenciais efeitos da implementação da regionalização, a maioria dos inquiridos da Afrosondagem consideram que a regionalização irá proporcionar maior autonomia às ilhas (34%) e garantirá maior liberdade de opções de desenvolvimento para as ilhas (33%).

Entretanto, uma grande parte dos entrevistados (23%) afirmaram que a regionalização irá aumentar os gastos do Governo e 10% indicaram que a mesma irá agravar os problemas do bairrismo e igual percentagem considera que agravará a burocracia nas instituições públicas.

O inquérito foi realizado entre 20 de Novembro e 05 de Dezembro de 2017 e as acções  efectivas para esclarecer os cabo-verdianos relativamente às suas propostas, no mês de Março, tendo a proposta sido aprovada ultimamente em Conselho de Ministros para discussão no Parlamento.

Para o director-geral da Afrosondagem, José Semedo, não obstante esse facto os dados são fiáveis dado que, conforme justificou, esse tema vem sendo discutido desde de 2015, ainda na vigência do Governo anterior.

Cerca de 1200 pessoas foram entrevistadas com a média de idade entre 18 anos e mais. O estudo teve um intervalo de confiança de 95% e um a margem de erro de 3%.

O mesmo analisou outros temas relacionados com a democracia e governação, as condições de vida da população e as condições de vida do país, a questão da insegurança, a possibilidade de isenção de vistos aos portadores do passaporte da União Europeia.

 

Inforpress

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