Bombeiros Municipais vão para  greve durante três dias

26/04/2018 06:39 - Modificado em 26/04/2018 06:39
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Os Bombeiros Municipais de São Vicente entrarão em greve por um período de três dias, de 30 de Maio a 02 de Abril, como forma encontrada para obrigar a Câmara Municipal de São Vicente a responder às mais variadas reivindicações, com destaque ao enquadramento do Plano Cargo, Carreiras e Salário – PCCS.

Segundo o delegado sindical do SIACSA, Jailson Aguiar, esta quarta-feira, a CMSV e o SIACSA fizeram um encontro de conciliação para a discussão dos problemas que afectam o pessoal bombeiro e que, no final da reunião, não tendo chegado a nenhum consentimento, optaram por “partir” para a greve.

O sindicato entregou em Março à edilidade, um caderno reivindicativo onde consta um conjunto de situações e, segundo o mesmo, é dever da edilidade intervir para que possa haver uma resposta o mais rapidamente possível sobre estas situações. No passado dia 17, em resposta ao silêncio da CMSV, entregaram um pré-aviso de greve.

Um dos pontos onde não houve acordo entre as partes refere-se ao PCCS dos Bombeiros e, segundo a edilidade, estão à espera do Estatuto da Administração Interna que regula o enquadramento da classe. Como resposta, diz que foi proposto que as promoções se efectivassem tendo em conta o regulamento interno da Câmara. “O estatuto refere que de 4 em 4 anos são promovidos. E a Câmara praticamente tem-nos ignorado”.

“Os bombeiros sustentam essa reivindicação, tendo em conta os prejuízos que se vêm acumulando ao longo de muitos anos por falta deste instrumento que regula o cargo, a carreira e o salário da classe”, aponta Jailson Aguiar.

O mesmo adianta ainda que os “soldados da paz” estão a trabalhar em condições degradantes, sem meios humanos e materiais para desempenhar a sua difícil tarefa que é a de assistir e proteger os outros em prol das suas vidas.

Queixam-se ainda do número de bombeiros efectivos que existe no quartel dos bombeiros de São Vicente que trabalha apenas com 19 bombeiros profissionais efectivos. “O que é muito pouco se tivermos em conta a demanda populacional que o número dos bombeiros não satisfaz”.

Outro ponto refere-se ao reajuste salarial dos Bombeiros Municipais na ASA em São Vicente e os da cidade da Praia. Isto porque os bombeiros da capital que trabalham na ASA recebem, além do salário, um reforço de dez mil escudos, mais um subsídio de alimentação de cinco mil escudos.

Portanto, querem que a CMSV faça este reajuste e, ao mesmo tempo pague os retroactivos que não são pagos há mais de oito anos.

Diz ainda que mais de 95% da classe tem representatividade no SIACSA.

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