Ensino Superior: Governo e bancadas acordam que se devem ultrapassar os desafios

25/04/2018 01:22 - Modificado em 25/04/2018 01:31
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O Parlamento debruçou-se, nesta terça-feira, sobre o Ensino Superior no país. O tema foi agendado pela bancada do PAICV e introduzido pelo deputado Carlos Delgado. Na sua introdução ao debate, o deputado levantou as questões sobre as políticas e estratégias do Governo para o Ensino Superior, as medidas para melhorar o aceso e as medidas de financiamento do Ensino Superior no país. Questiona ainda as medidas para a investigação e as medidas para fomentar e garantir a qualidade do ensino.

Um debate onde o PAICV questionou a ausência do Ministro do Ensino Superior que foi substituído pelo Secretário de Estado. O debate discorreu sobre a qualidade do ensino, o acesso, o financiamento e a própria sustentabilidade. Visão diferente das bancadas mas que terminou com o PAICV a fazer uma análise da sua visão para o ensino e a Ministra Maritza Rosabal a demonstrar os planos que o Governo tem para o sector, os desafios e os ganhos.

O PAICV, que propôs o tema, deseja “um Cabo Verde que seja uma terra de prosperidade, paz e segurança, mas com uma sociedade formada. Entende que o cabo-verdiano de 2030 deva ser empreendedor, com formação, capacidade e competências sociais, científicas e comunicativas comparadas a nível internacional o que lhe permitirá fazer o seu trajecto pessoal e profissional no mundo.

Para o PAICV, o Ensino Superior é capaz de desempenhar um papel formativo no desenvolvimento futuro do país e da nossa nação. “A condição principal para avançar com sucesso é a vontade política, as recomendações e propostas podem ter uma grande base técnica, serem consistentes e sólidas. Mas terão pouco impacte se não houver vontade política para as implementar”, afirma o líder da bancada do PAICV, Janira Hopffer Almada.  

A mesma defende o desenvolvimento de uma estratégia a longo prazo para orientar os investimentos e estribar as medidas que precisam de ser tomadas e apela a uma gestão responsável e ponderada do Ensino Superior. Uma organização do programa de bolsas de estudo mais justa e investimentos nas novas tecnologias para manter o nível credível das instituições. Ela defendeu que nos dois anos de governação o governo actual não rompeu com a visão do governo anterior e nem apresentou uma nova visão.

“As universidades e os estudantes dizem que a situação não é boa e o Governo diz que tudo está bem e que se deve continuar assim e que não temos de assumir os desafios para podermos vencer e conquistar o futuro. Se há sector que deve ser colocado acima de quaisquer interesses partidários é o da educação”. Para o PAICV, o Ensino Superior deve levar em conta a acessibilidade, financiamento, qualidade e relevância.

“Para garantir a relevância, é preciso orientar a oferta para as expectativas dos estudantes, as oportunidades de emprego e objectivos de desenvolvimento da nação. Para isso, temos de orientar a acessibilidade, um sistema forte de bolsas de estudo de graduação que tem em conta a situação das famílias. Avançar com investimentos a nível tecnológico”, como defende, defendendo que o maior desafio é o financiamento. “Já garantimos a viabilidade mas vamos trabalhar para a sustentabilidade”.

A Ministra agradeceu as sugestões da bancada da oposição. “Estamos introduzindo mudanças onde é necessário e proceder à análise do processo base, redireccionar a acção dos cursos e a própria reconfiguração da rede pública do Ensino Superior para atender às necessidades das regiões e do desenvolvimento”.

Para a Ministra, o Governo tem apostado na resolução dos problemas, sobretudo, empenhando-se a elevar o patamar do Ensino Superior com o processo de renovação que passa pelo estrito cumprimento e respeito pelas instituições do Ensino Superior. “Estamos empenhados sim na qualidade, a promover a qualidade sempre capitalizando os activos de cada região, os talentos que temos e promovendo áreas que são essenciais sem esquecer a nossa vocação atlântica”.

Anuncia a integração do país em redes internacionais de pesquisa e ainda o trabalho no estatuto do pesquisador para que haja mais transparência e qualidade. E regula o acesso ao financiamento.

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