MOAVE adverte a ADECO  em relação as afirmações proferidas  e que não vão de encontro com a realidade

25/04/2018 00:21 - Modificado em 25/04/2018 01:30
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Polémica sobre o açúcar castanho comercializado pela MOAVE – ADECO responde à empresa considerando ridícula, apressada e infundada em relação à interpretação de uma notícia que viu na televisão

O Presidente da ADECO reage sobre as declarações proferidas pela Directora-geral da MOAVE, veiculadas na televisão nacional no passado dia 20 de Abril, onde e empresa se defende afirmando que em nenhum momento a Moave passou a ideia que o açúcar castanho comercializado pela empresa tem maior valor nutricional que o outro.

Por isso, adverte a associação dos consumidores para ter mais atenção com as afirmações proferidas pelo seu presidente e que não vão de encontro com a realidade. “A ADECO nem sequer se deu ao trabalho de fazer uma investigação, onde poderia encontrar todas as informações referentes ao açúcar castanho e a MOAVE nunca recebeu nenhuma reclamação sobre o estado do açúcar”.

Por isso, chama a atenção à ADECO sobre este assunto, esclarecendo ainda que o açúcar castanho é mais caro porque tem um aroma e sabor a mel de cana que o diferencia do outro, respondendo à acusação da ADECO de que o preço cobrado por este produto é exorbitante.

De acordo com a Moagem de Cabo Verde, é um açúcar granulado integral de coloração amarela, levemente mais húmido devido ao elevado teor de melaço de cana que envolve os cristais. A vantagem deste açúcar é que não altera o sabor nem a cor das preparações.

“Não passando pelo processo de branqueamento, não recebe aditivos químicos mantendo, assim, valores nutricionais elevados. É opção saudável para quem quer melhorar a sua alimentação, deixando-a mais natural, sem alterar o sabor das receitas ou alimentos”, explica a MOAVE.

Por seu lado, em declarações aos jornalistas, António Silva diz que este é um assunto de muita importância que ultrapassa a declaração da Directora-geral da MOAVE e entra noutros domínios. “Devo dizer que recebemos a nota de advertência da Moave e reagimos advertindo-a pela posição que consideramos ridícula, apressada e infundada em relação à interpretação de uma notícia que viu na televisão”, destaca Silva.

Entretanto, sobre as declarações acima citadas, o mesmo afirma que num dado momento, à saída de um encontro de assinatura de um protocolo com a Rede Parlamentar para o Ambiente, foi interpelado por uma jornalista que quis saber qual era a posição da ADECO sobre as reclamações de alguns consumidores sobre uma “propalada” mistura de açúcar com corante para vender o produto mais caro. António Silva garante, no entanto, que a associação nunca recebeu nenhuma reclamação neste sentido e mais, assegura que no momento da questão defendeu a MOAVE afirmando que a empresa apenas se limita a fazer a embalagem e não intervém nos produtos.

O que a ADECO fez e já há bastante tempo, conforme nos conta, é que “numa determinada altura interveio não só sobre essa situação, mas sobre os preços que considera exorbitantes, cobrados por este açúcar “natural” e escuro que nutricionistas e médicos recomendam às pessoas para consumirem porque, segundo consta, possui um maior valor nutricional.

No entanto, assegura que a ADECO determinou que os dois açúcares possuem as mesmas propriedades nutricionais que o açúcar branco.

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