Governo aponta economia marítima como “coração da economia”

20/04/2018 07:08 - Modificado em 20/04/2018 07:08
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O secretário de Estado-Adjunto da Economia Marítima considerou hoje, no Mindelo, que o sector da economia marítima constitui, hoje, o “coração da economia” cabo-verdiana, capaz de “criar empregos” e “fomentar o desenvolvimento” das outras actividades ligadas ao mar.

Paulo Veiga falava no acto de lançamento público do Plano Nacional de Investimento para a Economia Azul, com vigência de 14 meses, para a promoção da economia azul, na sequência de um processo negocial com a FAO, baseado no estabelecimento, em 2015, da Carta da Economia Azul.

O governante explicou que o sector tem potenciais para fomentar o desenvolvimento de áreas como turismo costeiro e marítimo, a pesca, transportes marítimos, reparação naval, desportos náuticos e aquáticos, segurança marítima, literacia, formação marítima e investigação científica e marinha.

Por isso, Paulo Veiga sustentou que o Governo “está ciente” de que o desenvolvimento do país passa por “regenerar actividades linkadas” ao mar e aos oceanos, “conhecendo, gerindo e preservando” de forma “sustentável” os seus recursos.

Contudo, lembrou, o país carece ainda de investimentos em conhecimento, “expertise e competências” nos recursos marinhos, na investigação marinha, ou seja, em resumo, ajuntou, “sabedoria” para se desenvolver esse “sector-chave” para o país.

Sobre o projecto lançado hoje, o secretário de Estado-Adjunto da Economia Marítima considerou tratar-se do culminar de “muita pesquisa, trabalho e recursos adicionados” mas que o Governo “não quer” que o mesmo seja “mais um estudo”.

“Tencionamos ter um resultado concreto e pragmático”, lançou Paulo Veiga, capaz de contemplar, ajuntou, o desenvolvimento das inovações tecnológicas, protecção, comércio e a valorização dos ecossistemas e recursos marinhos e a optimização dos circuitos gerados pela cadeia de valores, entre outros.

“A nossa felicidade, claramente, está no mar”, declarou Paulo Veiga, advertindo, no entanto, que é necessário contar “com todos”, pois a ideia passa por “ensinar e sensibilizar” nas escolas os mais novos da sua importância, “consciencializar” os mais jovens da sua preservação e “incutir no espírito” dos mais crescidos a necessidade do seu “conhecimento e sustentabilidade”.

O Plano Nacional de Investimento para a Economia Azul está alinhado com a visão 2030 de Cabo Verde, que pretende tornar o país uma nação “justa e próspera”, com oportunidades para todos até 2030, e alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS).

O conceito de economia azul foi adoptado pelo Governo de Cabo Verde como mecanismo para alcançar um desenvolvimento económico sustentável baseado nos recursos oceânicos e costeiros.

Inforpress

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