MP defende que houve intenção de matar

19/04/2012 00:09 - Modificado em 18/04/2012 22:40

O segundo Juízo Crime da Comarca de São Vicente continuou com a audiência de julgamento, onde procedeu com a audiência das várias testemunhas implicadas no processo e com as alegações finais. O Ministério público nas suas alegações finais pediu a condenação dos arguidos. Os defensores oficiosos dos arguidos pediram a absolvição dos arguidos.

Testemunhas

A primeira testemunha a ser interrogada foi o ofendido, António Chantre que perante o juiz, não hesitou em identificar um a um cada arguido e fez questão de esclarecer o que cada um fez nesse dia. Perante o juiz afirmou que foi agredido pelos cinco arguidos e que foi o arguido Inélito que lhe agrediu a catanadas e que os outros com pedras.

Disse ainda que não esperava uma atitude desse tipo para com ele por parte do arguido Inélito, porque muitas vezes lhe ajudou. Afirmou ainda que quando o arguido Inélito estava a lhe agredir fez questão de lhe perguntar porquê que estava a fazer-lhe aquilo. E perante os arguidos, António disse ao Juiz que viu a sua morte nesse dia, porque os arguidos tinham tudo para lhe matar.

O filho e o enteado do ofendido António também prestaram depoimentos onde afirmaram que nesse dia estavam em casa quando tudo aconteceu. E que quando tentaram socorrer o ofendido foram impedidas pelos arguidos que correram atrás deles.

As outras testemunhas implicadas no caso afirmaram que não presenciaram o momento das agressões contra o senhor António, mas que quando chegaram nesse local encontraram o ofendido todo ensanguentado com ferimentos na cabeça e na perna.

Alegações finais

O Ministério Público começou as suas alegações afirmando que tudo o que estava descrito nos autos da acusação ficou provado nas audiências de julgamento. Pois os arguidos vêm acusado de um crime de homicídio agravado na sua forma tentada, previsto e punido nos termos do artigo 123º, alínea c) do Código Penal.

Segundo o MP o depoimento do ofendido foi muito esclarecedor e descreveu todos os detalhes do que aconteceu nesse dia. Disse ainda que os depoimentos dos arguidos tinham muitas contradições.

Para o MP não há duvidas que os arguidos praticaram o crime que vêm acusado, agiram conscientemente e tinham o conhecimento que as armas utilizadas podiam causar a morte do ofendido. Porém acrescentou que não houve duvidas que os arguidos tinham a intensão de matar o ofendido.

O MP pediu a condenação de todos os arguidos pelo crime que vêm acusados, porém quanto ao crime de posse ilegal de armas que o arguido Inélito vem acusado que seja absolvido porque não ficou provado esse crime.

Os defensores oficiosos pediram a absolvição dos arguidos alegando que havia dúvidas quanto a qualificação do crime. E segundo eles quanto há duvidas tem de prevalecer o principio do indúbio pró réu.

 

  1. ATENTO

    Meu Deus do Céu, aonde vamos parar? Como é possível, depois de cometerem estas atrocidades, ainda surgirem defensores????? Mais uma vez está provado que os próprios advogados são coniventes com toda esta violência, e a tendência é aumentar.

  2. djonny

    Palhaços de defensores oficiosos.
    Espero que um dia sejam confrontados pelo inelioto com umas catanadas para que possam qualificar o crime.
    Cambada de burros

  3. cv de mal a pior

    são todos bandidos iguais… tenham cuidado pq para vos compensar pelo vosso bom desempenho, um desses dias, vós os defensores serão atacados pelos vossos semelhantes. Pouca vergonha, um honesto ao ser acusado muitas vezes imjustamente não tem uma defesa condigna a não ser que vende tudo o possui. Esse ê k Cabo Verde….

  4. Maria

    De certeza que muitos iram para no cemitério. rsrsrssrs

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