TACV fora de  São Vicente : regresso ao passado

19/04/2018 07:14 - Modificado em 19/04/2018 07:14
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O NN tem levantado a questão da suspensão dos voos internacionais para São Vicente e o impacte nos sectores da economia. As mudanças levam a adaptações dos utentes destes serviços. Em conversa com alguns utentes e da perspectiva dos cidadãos sobre o assunto, a ideia é de um regresso a um passado não muito recente, em que o Sal era a “porta de entrada” no país. Sendo que o sentimento não é o melhor sobre a mudança de voos. Com base nas respostas, existe um sentimento em relação à companhia, por representar o país, sendo este um dos requisitos pela escolha de voar na TACV.

Uma das questões é a obrigatoriedade de ir para o Sal em caso de querer utilizar os serviços da TACV. Essa necessidade de ir a outra ilha em vez do voo directo para a ilha, desagrada. “Não penso que seja uma boa medida visto que é como um regresso ao passado: ir para o Sal todas as vezes que se quer sair ou não”, como explica Zuleica Delgado. E complementa a ideia que sente de que se deveria ter sido feito um esforço para manter, pelo menos, um voo para São Vicente. E a ideia de que deveria manter, pelo menos, uma ligação é defendida também por outros entrevistados.

A sensação de retrocesso é geral. “São Vicente já teve melhor em termos de ligação da TACV que, simplesmente, desapareceu da ilha”, como ironiza Paulino Santos. Na mesma linha de pensamento, Ana Lúcia diz que não é bom para a ilha no sentido que precisa de ligações, principalmente, quando é uma empresa nacional e que todas as pessoas têm um certo sentimento.

César Duarte conta que por uma questão de patriotismo, a sua irmã sempre preferiu usar os voos da TACV para viajar para Cabo Verde. Na sua última visita à ilha, preferiu utilizar outra companhia área para viajar para Cabo Verde, porque “não faz sentido ter que ir para o Sal para apanhar outro avião para São Vicente”.

Vários pontos são sublinhados pelos entrevistados. E um deles é a questão da preferência por um serviço mais rápido porque “as pessoas querem fazer a viajem mais curta possível”. Outro ponto é a continuidade da própria companhia. “Mesmo com todos os problemas, ninguém gostaria de ver a TACV desaparecer”, defende José Cruz, acrescentando que se fala muito sobre o futuro da TACV mas que não se mostra muita confiança nas medidas que têm sido tomadas, defendendo que são as pessoas que poderiam ajudar a empresa utilizando os serviços. Todavia, podem-se ver esses mesmos passageiros à procura de outras companhias. Mas também, como avança Anderson Monteiro, até já se esqueceu da TACV, e desde que tenha um serviço disponível, não se importa, por causa “do rumo que a empresa tem tomado”.

Associada a esta preocupação, está também a questão do monopólio dos transportes aéreos em Cabo Verde. E o NN anotou reclamações a nível dos preços das ligações domésticas com tendência a aumentar. Outra questão é o sentimento de que as promoções da empresa têm diminuído a nível interno. E, numa vista de olhos pelo site da Binter CV, nota-se uma nova promoção, igual às que têm sido promovidas.

 

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