PAICV – São Vicente: “CMSV desafia leis da natureza loteando terrenos em zonas de risco”

18/04/2018 13:49 - Modificado em 18/04/2018 13:49
| Comentários fechados em PAICV – São Vicente: “CMSV desafia leis da natureza loteando terrenos em zonas de risco”

O PAICV demostra preocupação com as construções em São Vicente, que podem colocar em risco a segurança das pessoas. O líder do partido em São Vicente, Alcides Graça, avança que a ilha não tem um Plano Diretor Municipal há mais de oito anos, o que considera ser inadmissível numa ilha considerado património cultural nacional. Graça menciona as construções nas encostas “que desafiam a natureza”.

A atenção do partido volta para a construção que já iniciou em Chã de Alecrim, numa ribeira, enfatizando também construções em outras zonas como Pedra Rolada, e Ribeira Craquiha. “Ultimamente temos assistido com credo na boca o próprio gabinete técnico da CMSV desafiando as leis da natureza, a lotear terrenos em zonas de alto risco para segurança das pessoas. Agora em chã de Alecrim em que o gabinete criou sete lotes em plena ribeira destinada a escoamento de águas pluviais”.

No caso de acontecer “uma desgraça” questiona quem será responsabilizado. Mesmo que não tem chovido nos últimos tempos, mas sublinha que pode acontecer a qualquer momento. “Estes lotes além do perigo, constitui um crime urbanístico dentro da cidade do Mindelo. Crimes e práticas que devemos parar imediatamente”.

A câmara, segundo Alcides Graça, deve indemnizar aqueles que iniciaram as construções, em todas as despesas, e mandar suspender as obras “sob pena de ser responsabilizado por uma eventual desgraça que pode vir a acontecer”.

Para o PAICV se a moda pega o caminho da água estará bloqueada, e com consequências imprevisíveis. “A cidade tem que respirar, tem que ter espaço para escoamento da água, e não podemos de forma desenfreada lotear todos os terrenos”. Uma irresponsabilidade do gabinete técnico segundo Graça.

“O vereador do urbanismo é o presidente da câmara, os lotes foram criados ou não. E foram sete. A construção em Chã de Alecrim o partido teve acesso a planta de construção, que não está assinada. E com o iniciou da construção, mesmo sem ser assinada, ganha credibilidade. E com a planta a prever a construção de sete prédios, para o PAICV, a cidade não só fica sufocada, e as construções ficam e linha de água, constituindo um perigo para as pessoas que vão morar nestas construções.

O vereador da fiscalização tinha afirmado ao NN a câmara vai proceder a realização de obras de correção torrencial para não colocar em risco as construções. “Visitamos no tereno para ver se existe alguma obra. Há diques de retenção mas estão la há muito tempo e alguns deles assoreados e não ainda não foi tomada nenhuma medida de prevenção para proteger a construção. Não há sinais de obra”, como afirma Alcides Graça.

Venda dos terrenos “na rua”

“Não temos certeza do processo de venda, mas chegou ao nosso conhecimento que estão a ser vendidos na rua pelo preço acima dos dois mil contos”, segundo informa Alcides Graça. Para este líder partidário a edilidade queria combater a especulação imobiliária, e a se confirmar a venda a este preço, avança, que é a própria câmara a fazer especulação imobiliária, demostrando um falta de transparência.

E nesta situação menciona a existência de uma tabela de preços, e que no caso de a edilidade pretender arrecadar mais receita sugere um outro caminho, a hasta pública, onde todos os munícipes pudessem participar. E denuncia a existência de pessoas a procura de compradores para os lotes.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.