Obras  numa ribeira em Chã de Alecrim:  “Vai ser realizado um trabalho de correcção torrencial”

17/04/2018 07:30 - Modificado em 17/04/2018 07:30

A Sokols insurge-se contra a Câmara Municipal pela obra que está a ser realizada em Chã de Alecrim, numa das ribeiras de drenagem. Num post na página do movimento, lê-se: “Pura e simplesmente, a CMSV decidiu que esta ribeira de drenagem de águas pluviais não fazia mais sentido e toca a construir nela. As populações dessa zona deveriam reunir-se e debater este assunto avaliando as consequências desta alteração com a supressão da ribeira de drenagem das águas pluviais que decerto não foi construída por nenhum motivo leviano, mas sim por necessidade de controlar as águas das enxurradas”.

Em conversa com o Vereador da Fiscalização, José Carlos da Luz, o mesmo avança que de acordo com os serviços de fiscalização “a obra está legal”, e confirma que estão a ser construídas moradias nas ribeiras. Já se avançou para a construção de uma habitação, e revela que mais habitações vão surgir no local.

“Mas antes, vai ser feito um trabalho de correcção torrencial, onde a água vai ser desviada”. Plano que a edilidade espera que esteja pronto antes da época das chuvas para não pôr em causa as construções.

Ribeirinha e a “fábrica” de blocos

Outra denúncia sobre a Câmara é a questão da continuidade, na Ribeirinha, do fabrico de blocos numa zona residencial. Há já vários anos que o proprietário utiliza o local para o fabrico de blocos e, nos últimos tempos, a preocupação dos munícipes levou a questão à Assembleia Municipal. Movida não apenas pela questão do sossego, mas também, por ser um assunto de saúde pública, com um parecer da Delegacia de Saúde a afirmar o perigo para a saúde desta actividade na zona residencial.

Segundo José Carlos da Luz, foi o parecer da Delegacia de Saúde que levou a este ponto, avançando que existe abertura dos lados para a deslocação. “Já arranjámos um novo espaço na Ribeira de Julião e já começou a trabalhar no terreno. O proprietário está interessado em sair do local. A área onde vai ficar já foi cercada e vai-se começar a trabalhar num prazo de dois meses”, como afirma o vereador. A falta de energia no local é um ponto a ser ultrapassado, mas avança que já se está a trabalhar neste aspecto.

 

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